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Opinião

18 de Maio: Dia Internacional do Museu

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Neusa Cidade
Por Neusa Cidade Garcez
Foto Divulgação

Historiógrafa - Historiadora

Mestre História Ibero Americana - URI

Membro da Academia Erechinense de Letras

Pesquisar, buscar, salvaguardas objetos e tudo o que constitui o passado humano, sempre foi e é o caminho que tracei para minha realização pessoal, além da docência.

Celebra-se nesse dia 18 de maio o dia Internacional do Museu.

Em qualquer sociedade ou localidade a existência de um museu, mesmo pequeno, mostra o respeito que se deve ter com o “já vivido”, o “já construído” pelos ancestrais.

Em meu pensar, o museu é a instituição idônea para resgatar o patrimônio, estudá-lo, documentá-lo e difundi-lo através da mensagem coerente, que se apoie nos objetos como forma essencial de comunicação.

Necessário é explicitar o que se entende por Patrimônio. Diversos autores afirmam que patrimônio Cultural de uma Nação de uma região ou de uma comunidade, constitui-se nas expressões materiais e espirituais que as caracterizam, acrescentando-se os valores naturais e ambientais.

Um dos primeiros autores que estudei, Georges Henri Rivière, cuja personalidade multifacetada, humanista e técnica, admiro ainda, e seus conceitos permeavam minhas exposições no Museu de História da URI.

Rivière e outros pesquisadores, demonstraram nos inúmeros cursos nos quais participei, a necessidade de vencer-se o tradicionalismo do museu “conservatório de objetos”, onde se mostravam as curiosidades produzidas pelo homem ou pela natureza, para transformá-lo em um meio de comunicação, atrativo que pudesse incidir nos problemas reais da comunidade. Esse vínculo que deve ter um museu com a sociedade é a exposição do seu conteúdo. Uma das orientações do ICOM é que o museu deve comunicar e exibir, com a finalidade de estudo, educação e lazer, os testemunhos materiais da evolução da natureza e a do homem.

É importante entender que o conceito de museu evoluiu e que sua ação, nos dias de hoje, insere-se dinamicamente na contemporaneidade.

Percebe-se que, nesse momento em que a UTOPIA GLOBAL é uma realidade, em que a globalização ameaça destruir as características das culturas, é necessário que o museu contribua para a inserção de nossos povos dentro do conserto universal, resguardando seus valores ancestrais, sua ética, suas manifestações transcendentais, sua maneira de ser. O museu deve contribuir, mediante “um processo devidamente concebido, para a assimilação benéfica da tecnologia que nos chega avassaladora”.

Meu sonho acalentado durante 28 anos de que minha instituição a URI tivesse um museu de História, está em gestação. Breve, breve vibrarei com seu nascimento.

 

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