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Opinião

Educação, Ensino de História e Arquivos

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Henrique Trizoto
Por Henrique Trizoto
Foto Divulgação

A cerca de 15 dias estava lendo o texto “Museu e ações educativas frente às novas  tecnologias” sugerido pela Professora Orientadora de Estágio do Doutorado em História da UPF Ironita Machado para complementar o referencial teórico dos meus planos de aula, quando li o seguinte excerto:

“Entendemos que a educação não se esgota na escola, pois tem um caráter contínuo e permanente, o que justifica a importância da incorporação da comunidade e da família nos processos educativos. É nesse sentido que a educação deve considerar a memória e o patrimônio como herança cultural dos indivíduos em determinado tempo e espaço. Aqui está um dos papéis socioculturais dos museus, assim como os demais lugares de memória: espaço vivo e significativo” (MACHADO, 2019, p. 127).

Tal reflexão permite compreender a importância dos espaços monumentalizados, ambientes não formais de educação, Arquivos e Museus para o processo de desenvolvimento da consciência histórica. E, por consequência fortalecimento da cidadania e da dignidade.

Da mesma forma contribuem para que o processo de ensino aprendizagem de história seja um dos vértices para que estes elementos sejam efetivados na sociedade. Pois, “somente quando a história deixar de ser aprendida como a mera absorção de um bloco de conhecimentos positivos, e surgir diretamente da elaboração de respostas a perguntas que se façam ao acervo de conhecimento acumulados, é que poderá ela ser apropriada produtivamente pelo aprendizado e se tornar fatos de determinação cultural na vida humana” (RUSEN, 2010. p. 42).

Executar atividades que ultrapassam o currículo tradicional permitem que os conhecimentos adquiridos em sala de aula sejam aplicados na comunidade. Aproximam ainda a comunidade da escola / Arquivo / Museu apontam para a compreensão de que a cultura, a memória e o patrimônio, “como elementos constituidores de identidades, devem ser compreendidos, teorizados e politicamente projetados, considerando as representações e as práticas sociais dos envolvidos histórica e socialmente através dos fazeres cotidianos, das apropriações e significações dos distintos grupos. Isso, na perspectiva de desenvolver um método, que, inicialmente, denominado de “rede de memórias”, é capaz de democratizar, reconhecer e valorizar a diversidade cultural, patrimonial e histórica.

Por fim, percebemos que esta teia de elementos é uma das ferramentas para que o ensino de história e desenvolvimento da consciência histórica sejam efetivos para a construção de uma sociedade menos desigual.

 

Referências

MACHADO, Ironita A. Policarpo. Museu e ações educativas frente às novas tecnologias. MÉTIS: História & Cultura, v. 18, p. 21-32, 2019.

MACHADO, Ironita  A. Educação Patrimonial e Curricularização. Humanidades & Inovação , v. 7, p. 157-165, 2020.

RÜSEN, Jorn. Trad. Estevão de Rezende Martins. Razão histórica: teoria da história fundamentos da

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