A confiança e a transparência fazem parte da cultura do cooperativismo. Para reforçar esses valores dentro da Cooperalfa, foram distribuídos recursos acumulados em cotas capitais de associados que se enquadram nos critérios previstos em estatuto, na região do Noroeste gaúcho. A entrega foi realizada na manhã da quarta-feira, dia 10, na Vila Trentin, em Erechim, com a presença da direção e demais líderes da cooperativa, além do prefeito em exercício de Erechim, Flávio Tirello, e do secretário de Agricultura, William Racoski.
O clima entre associados e representantes da Alfa era de comemoração. O agricultor Jovelino Baldissera, de Viadutos, pontuou que esta foi uma oportunidade de os associados vivenciarem um dos compromissos firmados pela Alfa quando esta assumiu as operações na região de Erechim. “Reforça a credibilidade da Alfa conosco. Esta é a primeira vez que recebo parte da cota. É um momento marcante”, declarou.
Os associados Hilário e João Poletto, ambos agricultores em Erechim, também receberam com gratidão o anúncio da distribuição de cotas. Adeptos ao cooperativismo há décadas, nestes últimos seis anos em que a Cooperalfa atua na região puderam fazer parte novamente do sistema, priorizando os negócios com a cooperativa.
– Sempre tivemos a cultura de manter a fidelidade com a cooperativa na comercialização dos produtos. Fico imaginando o que seria de nós sem a Alfa. Essa transparência da diretoria é importante para todos. É motivo de satisfação receber esta cota capital pela segunda vez. Demonstra que a cooperativa faz questão de ver o associado a crescer junto com ela – disse.
A postura dos irmãos Poletto em fazer a compra de insumos e venda de produtos da Alfa, assim como os demais associados, é o que garante que mais recursos possam ser capitalizados por meio a cota.
– É uma forma de incentivar que os produtores comprem e vendam dentro da cooperativa. Para ter uma ideia, já temos compras de insumos feitas para a próxima safra. Com isso, fixamos preço de parte da produção. Isso influencia o retorno da safra como um todo, favorecendo tanto associados como a cooperativa – complementa João.
De Faxinalzinho, o agricultor Jeferson Maninski veio representar a mãe, dona Emília Kaplan Maninski, que é aposentada. Lá produzem frangos de corte e soja. Para ele, a cota representa reconhecimento pela participação dos associados.
O produtor Augusto Favero, que é residente em Viadutos, também considera o recurso importante para ser compartilhado com as famílias. “Depois dessas estiagens, todo recurso que entra para nós é importante. Veio em boa hora”, comemora.
Honrando o compromisso que foi assumido
O presidente da Cooperalfa, Romeo Bet, salientou que isso tudo reforça a credibilidade do trabalho junto ao produtor.
– Nosso foco principal são os associados, nós somos meros gestores desse processo. Além da questão da assistência técnica, desempenhamos um forte trabalho social. Estamos há seis anos na região, é apenas o começo. Os investimentos necessários aos poucos também vão acontecendo – ressaltou.
Bet ainda elencou melhorias em unidades e de como o trabalho precisa ser conduzido, baseado na honestidade e seriedade junto ao produtor.
Ele também convocou os associados para que acompanhem as decisões e reuniões, que tenham controle contábil dos negócios e trabalhem com segurança. “Nossa recomendação é a mesma para todos: transparência e honestidade sempre”, salientou.
O vice-presidente, Cládis Jorge Furlanetto, reforçou que a parte da agropecuária ajuda muito no movimento e na formação das cotas, em especial a produção de leite, a avicultura de corte e a suinocultura.
– Além disso, sabemos que o preço da cooperativa serve de referência para o mercado regional. Isso é importante para que o mercado de forma geral fique mais justo – reiterou.
Já o segundo-vice-presidente, Edilamar Wons, convidou os participantes a refletirem que, na inexistência da cooperativa, esse valor não retornaria para a comunidade.
– Isso é resultado de trabalho sério e por isso precisamos da confiança do associado. Temos desenvolvido várias ações que formam pessoas, que capacitam jovens e mulheres, que fazem a diferença na vida das famílias – salientou.
De onde sai a cota capital
O assistente financeiro da Cooperalfa, Jarbas Dallacort, pôde explicar os detalhes de como se forma a cota capital, além dos valores que integram esta etapa de distribuição.
– Na prática, quando o associado ingressa paga uma parcela de R$ 987,50. Depois, o aumento da cota acontece com a movimentação econômica, sendo 1% sobre as vendas de insumos e 1% sobre compras de produtos agropecuários – detalhou.
Ele também mostrou uma crescente em valores das cotas que estão armazenadas na cooperativa, sendo que em 2021 esse montante chegou a R$ 24,8 milhões, e em 2022 passou de R$ 29,9 milhões. Hoje, a Alfa soma 22.271 associados, sendo 11% no Noroeste gaúcho.
Nesta etapa, foram distribuídos aos associados da região o valor total de R$ 1,38 milhão. Para esta retirada parcial da cota, é necessário ser associado há mais de 10 anos, e ter pelo menos 60 anos, para homens, e 55 anos, para mulheres. Em território gaúcho, as regras incluem ser associado por mais de cinco anos, ter mais de 68 anos, se for homem, ou 63 anos, no caso das mulheres. Isso tudo é previsto pelo estatuto da cooperativa.