A dengue é um vírus transmitido pela fêmea do mosquito Aedes Aegypti, e se prolifera, principalmente, em locais com água parada, seja em quintais ou dentro das próprias casas. Neste ano, o Rio Grande do Sul já registrou 9.343 casos da doença, e a disseminação vem aumentando, dia após dia.
Em Erechim, as medidas preventivas ganham cada vez mais força, atitude que conforme a coordenadora dos agentes de combate às endemias, Maiara Hartmann, tem feito toda a diferença. “Diariamente são feitas inspeções de rotina e fizemos recentemente a contratação de mais seis agentes, em que alguns ficam nas UBS’s dos bairros, cuidando sempre da mesma área e outros na UBS Centro, que fazem as áreas sem cobertura”, explica.
Esses profissionais desempenham um importante papel, rotineiramente, na vida dos cidadãos erechinenses. “É feito inclusive o recolhimento de pneus pela cidade, para que não acumulem água para. Temos uma equipe que vistoria a cada 15 dias, pontos estratégicos que são depósitos de piscinas, ferros velhos e floriculturas, locais que têm um perigo maior de incidência do mosquito”, revela.
Uma força tarefa está sendo realizada pela Vigilância Sanitária de Erechim, em parceria com a Defesa Civil, Vigilância Ambiental e Secretaria do Meio Ambiente, a fim de garantir o recolhimento do lixo em pontos específicos e de maior risco, principalmente, em locais que já tiveram casos confirmados ou suspeitos, para não haver chances de o mosquito se proliferar ainda mais.
Remoção mecânica
Conforme a profissional, um dos trabalhos aplicados, quando há casos suspeitos, é a remoção mecânica, que consiste em uma inspeção para verificar se há larvas se proliferando nas redondezas ou na casa da pessoa. “O mosquito precisa picar uma pessoa doente para se contaminar e passar a doença adiante. Por isso, nossa preocupação maior é que haja mosquitos que possam picar essa pessoa e se contaminar. Também, ao anoitecer, fizemos um bloqueio de transmissão, com um inseticida que mata o mosquito adulto”, expõe.
População precisa fazer a sua parte
Maiara ressalta que, mesmo que haja um número considerável de agentes de combate a endemias, não é possível visitar todas as casas semanalmente. Porém, o mosquito em uma semana faz o seu cilho de ovo, larva, pupa e mosquito adulto, então é muito importante que cada um vistorie sua casa e pátio, uma vez por semana, para não haver nenhum item com água parada que possa criar larvas. Além disso, pede para as pessoas quem fazem a captação de água da chuva, que tenham cuidado de manter a caixa fechada com telinha e fazer o uso da pastilha de cloro, para evitar a criação de larvas do mosquito.
Dados
Em 2022, o RS registrou seus maiores índices da doença em toda a série histórica. Foram mais de 57 mil casos autóctones e outros 11 mil casos importados. Ao todo, foram 66 óbitos em virtude da dengue no ano passado.
Na Capital da Amizade, este ano, já se contabilizou 481 notificações, sendo que 276 foram descartadas, 181 estão em investigação, 19 confirmados e nenhum óbito até o fechamento dessa reportagem.
Sintomas
Em matéria divulgada no site, a Secretaria de Saúde do Estado (SES), reforça a importância de que a população procure atendimento médico nos serviços de saúde logo nos primeiros sintomas. Dessa forma, evita-se o agravamento da doença e a possível evolução para óbito.
Principais sintomas
- febre alta (39°C a 40°C), com duração de dois a sete dias, dor retroorbital (atrás dos olhos);
- dor de cabeça,
- dor no corpo,
- dor nas articulações,
-mal-estar geral,
- náusea,
- vômito,
- diarreia,
- manchas vermelhas na pele, com ou sem coceira.