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Saúde

Usuários reclamam de falta de médicos na UPA

Empresa de serviços de saúde afastada de forma unilateral, retornou aos trabalhos por decisão judicial

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Por Rodrigo Finardi
Foto Arquivo BD

No início de abril, a Secretaria de Saúde de Erechim, de forma unilateral, afastou empresa que prestava serviços na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), em função de uma investigação da Polícia Federal em possíveis fraudes em Marau. A investigação chegou até essa empresa de Erechim, mesma que presta serviços na UPA e em Marau.

Proprietário não assinou

No dia 10 de abril, a secretária Eclesan Palhão, chamou o proprietário da empresa investigada para assinar um termo para cancelar o contrato com o município, enquanto a investigação seguia. Segundo ela, o proprietário da empresa se recusou a assinar: “desta forma, não me restou outra saída a não ser romper o contrato de forma unilateral, com único objetivo de preservar o setor público de eventual dolo”, pontuou Eclesan.

Retorno aos serviços

A empresa investigada por prestação de serviços em Marau mantinha dois contratos com a prefeitura de Erechim. Um com a UPA, que venceu um processo licitatório de cinco anos, e outro de forma emergencial com relação à covid e dengue, que encerrou no dia 30 de abril. No documento que a secretária fez para a empresa se desligar dos serviços, dava 24 horas para deixar de atuar. A empresa ingressou na Justiça e retornou aos serviços. E ontem, 3, a coluna recebeu ligações de usuários relatando que apenas uma médica estava atendendo e que muita gente estava esperando o atendimento.

Contrato segue vigente até manifestação do juiz

Entrei em contato com a secretária Eclesan Palhão, que relatou haver sim alguns problemas, mas as medidas estão sendo tomadas. Dos cinco médicos chamados pelo município, que passaram em concurso público, apenas dois assumiram e outros três ainda não, em função dos trâmites legais. E tem ainda a questão judicial dos atuais prestadores: “um mandado judicial fez com retornassem aos serviços. O juiz me questionou pelo rompimento do contrato e fizemos as devidas explicações do porque foi feito de forma unilateral o rompimento. E até a Justiça analisar nossa resposta, o contrato está vigente.  Até o juiz dizer o que tenho e o que não tenho que fazer”.

Dificuldade em contratar médicos

Relata a dificuldade de contratar médicos pelo concurso público, que sempre é muito demorado pela burocracia do setor público: “estamos fazendo tudo que está ao nosso alcance. E tem dias que mais pessoas procuram o pronto atendimento, e como tem avaliação de risco, muitos passam na frente. E esse procedimento que é legal, deixa algumas pessoas incomodadas. E nesta quarta-feira teve UBSs que sobraram fichas. Este é um outro problema, que as pessoas não procuraram suas unidades. Mas tudo dentro da normalidade do nosso dia a dia, com problemas corriqueiros. Mas seguimos buscando alternativas, para melhorar o atendimento”, finalizou a secretária.

 

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