O uso de insumos biológicos (bioinsumos) no controle de pragas e doenças em plantas foi debatido em reunião realizada, nesta terça-feira (25), no Centro de Treinamento de Agricultores de Erechim (Cetre). Na reunião, estiveram presentes diversas entidades, que visam uma parceria para difundir conceitos na agricultura, futuras ações, assim como alinhar as discussões e ampliar o alcance dos trabalhos de extensão na difusão. Além de adotar a prática de baixo impacto ambiental nas propriedades da região do Alto Uruguai.
Este trabalho deverá envolver a Emater/RS-Ascar, Universidade Federal Fronteira Sul (UFFS), Centro de Apoio à Agroecologia (Capa/Seta) e as cooperativas Nossa Terra e Cooperativa Central de Comercialização da Agricultura Familiar de Economia Solidaria (Cecafes).
Sobre os insumos biológicos
Os bioinsumos são produtos, processos ou tecnologias de origem animal e vegetal, que atuam na melhoria da agricultura ou da pecuária, seja através da redução de custos de produção, do menor uso de agroquímicos e, principalmente, em busca da sustentabilidade da agropecuária.
Os bioinsumos são micro ou macroorganismos, que existem na natureza e que à luz de pesquisas, se mostraram eficientes no controle de pragas e doenças. Assim como melhor a fertilidade do solo e as características físicas e biológicas, entre outros efeitos, tornando uma agricultura mais eficiente.
Um exemplo de bioinsumo, é o microrganismo denominado Azospirilum brasiliensis, que quando presente no solo fomenta nas plantas o desenvolvimento do sistema radicular, promove a inoculação de nitrogênio e a solubilização do fósforo. Entretanto, ele não é o único, outros já são conhecidos, como Bacilus subtilis, B. megaterium, e B. amyloliquefaciens, que controlam fungos patogênicos, nematoides ou são melhoradores de solo, além de alguns deles realizarem mais de uma função.
Outro exemplo de bioinsumos, são os insetos, que são parasitoides, predadores de insetos, pragas e de nematoides. As micro Vespas do tipo Tricogramma sp são exemplos de parasitas de ovos de lagartas. Algumas espécies de ácaros são predadores de outros ácaros que causam danos aos cultivos de morango e demais olerícolas.
Para multiplicação desses microrganismos benéficos, a parceria busca construir um conjunto de equipamentos conhecidos como biofábrica, a qual oferecerá as condições adequadas para multiplicar os microrganismos (aeração e agitação) a partir de inóculo e meios de cultura adequados a cada situação.
Participação
Na ocasião, participaram 10 municípios da região, que possuem a intenção de iniciar os trabalhos ainda neste ano, dentro do possível, já na implantação de lavouras de inverno ou lavouras de cobertura de solo de inverno, em preparo para os cultivos de verão.
Além disso, estão envolvidas também na parceria algumas empresas fornecedoras dos inócuos de microrganismos e de meios de cultura, para multiplicar os microrganismos, bem como o fornecimento dos parasitóides e predadores para controle de pragas e doenças.