A Páscoa Cristã
A partir do século IX houve uma mistura das tradições pagãs e hebraicas.
Há ao menos três interpretações religiosas para a Páscoa. Assinalando-se que a Páscoa é essencialmente uma festa judaica.
A determinação da Páscoa como comemoração em data móvel foi estipulada pela própria Igreja durante o Concílio de Niceia, organizado em 325 d.C.
Ali se estabeleceu que a Páscoa aconteceria no primeiro domingo após a lua cheia do equinócio da primavera (baseado no hemisfério norte). Seguindo, portanto, a tradição pagã e judaica, que adotam o mesmo critério para essas festividades.
Embora em 1.582, o Papa Gregório XIII, tenha instituído o calendário cristão que vigora até os dias de hoje, a Páscoa continuou a ser festejada com base no calendário lunar.
Para os cristãos, a Páscoa representa o sacrifício de Jesus na cruz para salvar a humanidade de seus pecados.
Relembra, enfim, a crucificação, morte e ressurreição do Cristo.
Nas palavras de Jorge Elarrat Canto, palestrante espírita, Diretor da Federação Espírita de Rondônia, a Páscoa cristã representa “...essa morte como o preço que ele pagou para que fôssemos espíritos libertos. ”
A Páscoa na visão Espírita
Se para os judeus a Páscoa significa a saída do povo hebreu do Egito, libertando-se da escravidão, e para os cristãos, a morte de Jesus significa que ele “nos salvou de nossos pecados”, para o espiritismo representa a libertação das amarras das más inclinações.
A Páscoa, na concepção da Doutrina Espírita, tem uma vinculação simbólica e não literal.
Nas três interpretações para a Páscoa, diz Jorge Elarrat, vemos uma palavra em comum: LIBERTAÇÃO.
Os povos pagãos festejavam a LIBERTAÇÃO dos horrores do inverno.
Os hebreus festejavam a LIBERTAÇÃO do jugo egípcio.
Os cristãos, a LIBERTAÇÃO dos pecados!
A simbologia para o Espiritismo é também a da LIBERTAÇÃO.
LIBERTAÇÃO de nossas imperfeições (egoísmo, maldade, orgulho...).
É a libertação das almas no caminho da perfeição a que aludia Jesus ao dizer: “Sede perfeitos, como meu Pai é perfeito”.
(Próximo tema: Páscoa: a visão Espírita – Parte Final)