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Saúde

Cortisol: saiba tudo sobre o hormônio do estresse

É importante manter essa substância controlada, já que está ligada a atividades regulatórias de diferentes sistemas

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Hormônio do estresse
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

Muito se fala sobre o cortisol, mas você sabe exatamente qual é o seu propósito? Ele é o principal hormônio do estresse presente no corpo e, por mais que seja posto na posição de vilão na maior parte das vezes, é essencial para o bom funcionamento do organismo.

Os problemas associados a este hormônio só aparecem quando ele é produzido em excesso, assim como acontece com a maioria dos incômodos do corpo físico. Os principais gatilhos para o aumento dos níveis de cortisol no sangue a longo prazo são de origem emocional. Ou seja, neste caso, a saúde mental influencia a física.

O que é cortisol

Produzido pela parte superior das glândulas suprarrenais, ou adrenais, o cortisol é uma hormona corticosteroide proveniente da família dos esteroides. À medida que o corpo percebe o estresse, as glândulas produzem o hormônio e o liberam na corrente sanguínea. Este comportamento é uma resposta natural do organismo a situações de grande tensão.

Níveis normais são liberados logo que acordamos pela manhã ou durante a prática de atividades físicas. Eles se tornam excessivos quando o corpo produz o cortisol em grande escala e por um longo período. Em outras palavras, quando vivemos sob circunstâncias estressantes por semanas, meses ou anos.

Como ele é produzido

Embora o estresse crônico seja prejudicial à saúde, o estresse em pequenas quantidades é responsável pelo nosso instinto de “lutar ou fugir”.

O hipotálamo, localizado na região central do cérebro, pode “sentir” quando o sangue está com níveis regulares do hormônio. Se o nível estiver muito baixo, o cérebro envia sinais para as glândulas suprarrenais para ajustar a produção. Os receptores de cortisol, os quais ficam em grande parte das células do corpo, o recebem e o usam de formas diferentes.

Ele é produzido, sobretudo, diante de situações ameaçadoras e perigosas. Barulhos estrondosos, latidos de cachorro, andar por uma rua semi-iluminada à noite, dirigir na chuva ou em meio a um trânsito engarrafado, assalto no transporte público (ou o medo de) são alguns dos gatilhos para o estresse.   

Quando atribuímos o rótulo de intimidadora a uma ocasião considerada casual, como uma interação social, nós também incentivamos a produção do hormônio.  

Dependendo do nível de estímulos externos, seu organismo reagirá com maior produção de cortisol

Benefícios para o organismo

Os níveis normais de cortisol atuam como reguladores de humor, pressão arterial e quantidade de açúcar no sangue. Também fortalecem a musculatura do coração e, em pequenas doses, fortificam o sistema imunológico e a resistência à dor. Ele faz, ainda, o manejo das gorduras, carboidratos e proteínas no corpo.

Uma das funções mais impactantes, contudo, é o fornecimento de energia. Ele é responsável (em partes) pela nossa disposição e motivação. Por isso, quando estamos muito estressados, não sentimos vontade de fazer nada e preferimos passar o dia na cama, evitando as pessoas e os compromissos.

Produção excessiva de cortisol

Uma das características da sociedade atual é a avalanche de estresse. Infelizmente, as pessoas estão cada vez mais estressadas e cansadas. A tensão já não se origina mais somente do trabalho, mas, sim, envolve o relacionamento familiar, os estudos, a constante necessidade por aperfeiçoamento, o casamento, os compromissos sociais, entre outros.

Até mesmo atividades de lazer podem se tornar estressantes se demandarem muito tempo e dedicação, as quais estão em falta devido ao cotidiano corrido.

Em meio a tantos afazeres, as pessoas acabam se voltando contra si mesmas, pressionando-se para atender a todos e criticando-se quando não dão conta deste modo de vida agitado. Sem perceberem, intensificam e prolongam o estresse em suas vidas.

Veja abaixo o que excesso do hormônio causa:

Depressão;

Ansiedade;

Doenças cardiovasculares;

Problemas de concentração e de memória;

Problemas digestivos;

Ganho de peso;

Enxaqueca;

Sensação de estar “avoado” durante o dia;

Aumento da pressão arterial;

Dificuldade para se recuperar de exercícios;

Redução da libido sexual;

Irritabilidade;

Insônia;

Fadiga crônica;

Disfunção erétil; e

Alterações no ciclo menstrual.

Devido à natureza de suas profissões, profissionais da saúde (enfermeiros, médicos, socorristas, bombeiros, etc.), policiais, professores, estudantes universitários, assistentes sociais, jornalistas, profissionais de TI e profissionais que trabalham com atendimento ao cliente em uma variedade de segmentos têm mais probabilidade de sofrer com alguma dessas patologias.

Como controlar os níveis de cortisol

A forma mais eficaz de manter os níveis regulares do hormônio do estresse é aprender a reagir a ele de forma saudável e controlada. Algumas maneiras de se preparar para isso são:

Manter uma rotina de exercícios e boa alimentação

Praticar meditação ou yoga

Dedicar-se a atividades que despertam prazer

Refletir sobre os seus agentes estressores

Fazer terapia para aprender a administrar o estresse.

 

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