Páscoa moderna agregou elementos da cultura pagã, judaica e cristã.
Historiadores estabelecem uma conexão das festividades da Páscoa cristã, com as que ocorriam no norte da Europa, precisamente na Alemanha, do culto à Deusa Eostern, mas também chamada de Ostara.
Esses termos em idioma alemão são semelhantes aos usados no idioma inglês: Ostern em alemão e Easter em inglês.
A figura da deusa Ostern ou Ostara, ao carregar um ovo em uma mão e um coelho em outra, representava a fertilidade.
Tais festividades ocorriam no início do equinócio da primavera no hemisfério norte. Precisamente no mês de março.
Esse período representava maiores chances de sobrevivência após o rigoroso inverno que castigava a Europa.
Tais comemorações também faziam parte da cultura celta, entre outros povos habitantes da Europa, como os gregos.
Entre os romanos, era cultuada a deusa Réia ou Cibele.
Entre os Egípcios, era a comemoração para Osíris, que também ressuscitava.
Até mesmo o “Pessach” na tradição hebraica, teve origem nas festividades de primavera promovidas por pastores e agricultores.
A Páscoa Hebraica
A Páscoa ou “Pessach”, marca o momento da libertação do povo hebreu da escravidão do Egito.
Essa comemoração foi ordenada por Moisés para o povo hebreu.
Possui, portanto, um caráter completamente distinto da interpretação cristã, como veremos adiante.
(Próximo tema: Páscoa: a visão espírita – Parte II)