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Saúde

Como estimular crianças com síndrome de Down

Hoje há muito mais informação e menos estigma sobre a condição, mas ainda assim é normal que dúvidas surjam sobre como dar o melhor ambiente para o bebê ou a criança

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Estímulos para crianças com síndrome de down
Por Assessoria de Comunicação
Foto Divulgação

A síndrome de Down é uma condição genética não rara (presente em 1 a cada 700 bebês nascidos no Brasil segundo a Federação Brasileira das Associações de Síndrome de Down), e tem influência no desenvolvimento físico e mental da pessoa. 

Hoje há muito mais informação e menos estigma sobre a condição, mas ainda assim é normal que dúvidas surjam sobre como dar o melhor ambiente para o bebê ou a criança.

As crianças com síndrome de Down podem crescer e se realizar na sociedade, estudando, trabalhando, tendo amigos, formando família ou vivendo sozinhas. Mas precisam de mais tempo e de estímulos extras para isso.

Como todas as crianças, elas contam com a influência de pessoas próximas, principalmente familiares e amigos. No caso de bebês e crianças com síndrome de Down, a confiança de que conseguem superar obstáculos e quebrar barreiras vem muito do incentivo recebido.

Além disso, é importante contar com uma rede de apoio especializado, com pediatra, fisioterapeuta e fonoaudiólogo que compreendam as particularidades de cada criança e possam auxiliar em relação a necessidades específicas do desenvolvimento neurológico e motor.

As crianças com síndrome de Down têm grande potencial de desenvolvimento, mas precisam de mais tempo e de estímulos extras para aprimorarem suas habilidades naturais.Algumas barreiras podem ser relacionadas a fatores físicos, como a hipotonia (baixo tônus muscular, que pode atrasar o desenvolvimento corporal), a língua grande que faz com que passe mais tempo com a boca aberta, e uma maior flexibilidade das articulações. Também podem ocorrer fragilidades de sistema coronário, respiratório ou digestivo.

Jogos com peças de encaixar, livros com diferentes texturas, tapetes de atividades e túneis de tecido são brincadeiras e passatempos divertidos que desafiam e estimulam os sentidos. Considere também atividades com rolos e bolas grandes, em que a criança possa escorregar o próprio corpo, para aprender a engatinhar.

Em relação à mastigação e fala, podem ser necessárias sessões com fonoaudiólogos e ortodontistas para o acompanhamento. Esses profissionais podem indicar exercícios para fortalecimento do maxilar e boca, adequados para cada idade, que vão incentivar o desenvolvimento dessa musculatura.

É normal que a fala se desenvolva um pouco mais tarde, primeiramente com palavras isoladas. Mas isso não é motivo para não estar atento e estimulando desde cedo. Uma forma de fazer isso é usar rimascantigas e histórias que despertem seu interesse. Lembre-se de sempre elogiar as tentativas de comunicação por parte da criança.

Tenha paciência e criatividade, tanto com o bebê quanto com você mesmo. É importante fazer os exercícios e atividades diariamente, não apenas para colocar na rotina da criança, mas para estar sempre incentivando o desenvolvimento de suas habilidades.

 

 E os maiorzinhos? 

A chegada da idade escolar é uma fase cheia de alegrias, mas também de desafios. E para a criança com síndrome de Down não é diferente. Os trajetos para a escola, a adaptação à nova rotina e o convívio com outras crianças são oportunidades de promover o desenvolvimento fora de casa. 

Alguns estímulos que ajudam o desenvolvimento da criança com síndrome de Down são:

Brincadeiras que podem ser feitas em casa, como desenhar e pintar, caminhar por diferentes "circuitos" construídos ou desenhados no chão

Montar "cantinhos" agradáveis no próprio quarto, por exemplo, barracas de tecido com almofadas: um espaço onde a criança se sinta acolhida

Também vale propor brincadeiras que incentivam o desenvolvimento cognitivo e que todas as crianças gostam, como memória e dominó

 

Síndrome de Down não significa impedimento para autonomia ou comprometimento intelectual. Uma pessoa com a condição pode fazer parte de atividades sociais, da educação tradicional e do mercado de trabalho. Relações afetivas e amorosas também fazem parte da vida das pessoas com Down. 

O carinho, a atenção, o ambiente sadio, o incentivo à autonomia e a inclusão na vida social são partes determinantes desse estímulo.

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