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Política

O tabuleiro eleitoral começa a se mexer em Erechim para as eleições de 2024

Veja possíveis candidatos que podem concorrer a prefeito no ano que vem

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Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi e Divulgação

O tempo passa rápido, muito rápido. O ano que vem já tem eleições municipais. E nos bastidores os movimentos são intensos. Principalmente, com o objetivo de lançar uma candidatura de oposição viável ao atual governo, ou mesmo, pensando mais para frente, para se posicionarem num pleito futuro (2028).

Aposta na ruptura

Os próprios adversários reconhecem no atual prefeito Paulo Polis um adversário difícil, porém acham possível suplantar o atual governo ainda na eleição do ano que vem. Para isso, apostam numa ruptura dos partidos que fazem parte da atual administração, para dividir forças.

Reeleição e ampliação da base

Mas como o cenário se apresenta hoje, final de março de 2023? O atual prefeito, Paulo Polis, irá buscar a reeleição. E dever tentar ampliar a base de apoio numa candidatura de centro, no espectro político.

O PT terá candidato

Com o PT voltando a governar o país, as principais cidades do Brasil terão candidaturas próprias para tentar ampliar atuação nos executivos e recuperar espaço nos legislativos, que reduziu um pouco nos últimos anos. O nome da vez, no PT local, é o vereador Anacleto Zanella, que concorreu a deputado federal e hoje é primeiro suplente da sigla.

PDT quer voltar a governar Erechim

O PDT, que já governou Erechim, sonha em retornar ao poder. O nome que se coloca por hora é o do vereador André Jucoski, que externou publicamente que não concorre à reeleição no legislativo.

A aposta dos Progressistas

A direita em Erechim, que fez uma votação expressiva para o ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições do ano passado, tem vários nomes cogitados. Um deles é o vereador Renan Soccol (Progressistas), que concorreu a deputado estadual e também já deixou claro que não irá buscar mais um mandato no legislativo erechinense. O partido deve se fortalecer com ingresso de dissidentes do PSDB e outras siglas.

Tá na pista, aguardando desdobramentos

Outro vereador, Anaximandro Zambonatto Pezzin (Republicanos), também é um membro em potencial da direita, pela sua postura, que representa o que esse grupo político da direita pensa e prega. Já disse que não concorre mais a vereador. Está na pista, aguardando os desdobramentos.

Não confirma, mas não desautoriza

O deputado estadual Paparico Bacchi (PL), vem sendo cogitado para concorrer a prefeito, pela excelente votação que fez na última eleição em Erechim. Ele não confirma esse intento, mas ao mesmo tempo, não desautoriza a falar sobre isso. Aguarda os desdobramentos.

“Hoje eu sou candidato”

Outro nome do PL e que já falou recentemente que “hoje sou candidato a prefeito de Erechim” é Cláudio Pagliosa, que já concorreu ao cargo nas últimas eleições. E o PL tem outro nome que sempre que se aproxima às eleições é lembrado. Trata-se de Adilson Stankiewicz, presidente do Ypiranga. Mas ele mesmo já afirmou nesse espaço que não irá concorrer a nada, que está com o foco no Canarinho e na URI, onde foi reeleito como diretor acadêmico da universidade.

PL com mais nomes

Marcos Lando, que foi vice-prefeito de Erechim no mandato passado, juntamente com Luiz Francisco Schmidt (prefeito), é mais um dos nomes do PL que pode ter ambições de concorrer a prefeito (já concorreu na última, ficando em segundo lugar) e no ano passado, esteve na disputa para deputado federal. Como se vê, o PL é quem mais tem nomes.

Ex-prefeito sendo sondado

Quem está sendo sondado por grupos políticos de Erechim é o ex-prefeito e ex-deputado estadual, Antônio Dexheimer, sem partido. Vem sendo procurado constantemente por várias pessoas e, segundo fontes, não descarta essa possiblidade.

Período de maturação e o fogo amigo

Os nomes postos nesta coluna mostram um pouco do que será o quadro político no ano que vem. Tem todo um período de maturação ainda (e o fogo amigo), de conversas entre partidos, de pré-campanha e de campanha. E isso passa muito rápido, quando vê, já está aí.

Discussão longa

Muitos destes candidatos estarão juntos nas eleições, coligados, um concorrendo a prefeito e outro a vice. E essa discussão é longa, quem tem reais chances, e na hora da escolha, sempre alguns são preteridos. É do jogo, conforme as peças do tabuleiro se movimentam, uns ficam pelo caminho.

Outros nomes

Por exemplo, o vice-prefeito de Erechim, Flávio Tirello, está deixando o PSB. Como ele mesmo disse, a ida para os Tucanos (PSDB) é um caminho sem volta. Politicamente é uma boa estratégia, pela relação dos dois partidos no governo estadual, com o prefeito Paulo Polis. Mas o PSDB tem mais um nome, que não fala publicamente, mas se convidado for para ser vice, aceitaria. Trata-se de Jackson Arpini, que concorreu a deputado federal e atualmente está na direção executiva da Fundação Hospitalar Santa Terezinha.

Muita água embaixo da ponte, mesmo com estiagem

Como se vê, as conjecturas são muitas. Tudo que é hoje, pode não ser amanhã. E como diz o político experiente, Narciso Paludo, “muita água vai passar embaixo desta ponte”, mesmo com os períodos prolongados de estiagem.

 

 

 

 

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