Pai Nosso
O Pai Nosso, como destaca Allan Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo, “...resume todos os deveres do homem para com Deus, para consigo mesmo e para com o próximo. Encerra uma profissão de fé, um ato de adoração e de submissão; o pedido das coisas necessárias à vida e o princípio da caridade. Dizê-la em intenção de uma pessoa é pedir para ela o que se pediria para si mesmo. ”
Significado de cada frase
Na Obra O Evangelho Segundo o Espiritismo, Capítulo XXVIII, os Espíritos afirmam que “a forma não é nada, o pensamento é tudo. ”
Orai, dizem eles, “...cada um segundo as vossas convicções e o modo que mais vos toca; um bom pensamento vale mais que numerosas palavras estranhas ao coração. ”
Nessa obra, Kardec, com a assistência dos bons Espíritos, resume o significado de cada passagem do Pai Nosso.
Ao dizermos “Pai Nosso que estas no céu, santificado seja o teu nome”, estamos dizendo que cremos em Deus, porque “tudo revela o seu poder e a sua bondade”.
Estamos admitindo que a harmonia do Universo, provém de uma sabedoria, de uma prudência que estão além da compreensão e da capacidade humanas.
No ramo da erva e no menor inseto, até nos astros que se movem no espaço, por toda parte vemos a prova de uma solicitude paternal e a prova de sua existência.
“Cego, portanto, é aquele que não te reconhece nas tuas obras, orgulhoso aquele que não te glorifica e ingrato aquele que não te rende graças. ”
“Venha a nós o teu Reino!”
Significa aceitar as leis divinas como imutáveis e perfeitas, pois, só elas conduzem à paz e à harmonia entre os homens.
Se todos as observassem, haveria paz e justiça “... e se ajudariam mutuamente, em vez de se maltratarem como o fazem. O forte sustentaria o fraco, em vez de o esmagar. Evitariam os males que geram os abusos e os excessos de toda ordem. Todas as misérias deste mundo provêm da violação de tuas leis, pois não há uma só infração delas que não acarrete consequências fatais. ”
“Deus nos deu a razão e a inteligência e com esses elementos, o livre arbítrio para escolhermos entre o bem e o mal, ‘a fim de que tenhamos o mérito e a responsabilidade por nossas ações”.
Ninguém pode alegar desconhecer as Leis Divinas, pois estão “gravadas na consciência de cada um, independentemente de culto ou de nações”, como afirmam os Espíritos na questão 621 de O Livro dos Espíritos.
(Próximo tema: A ORAÇÃO DOMINICAL-PARTE III)