Uma das reformas mais aguardadas pelos empresários e a população em geral é a Reforma Tributária. Entra governo, sai governo, e tratam o assunto como uma colcha de retalhos e as alterações são tímidas, quase imperceptíveis a todos os brasileiros.
Os interesses envolvidos são muitos
O advogado tributarista, Valdecir Moschetta, concedeu entrevista para a TV Bom Dia, sobre o tema. Segundo ele, existe uma expectativa que ela seja votada no Congresso Nacional e é de suma importância para a sociedade brasileira: “existem muitos interesses e a Reforma Tributária é de difícil viabilização. Os interesses são regionais, empresariais, vários setores da economia. Sempre se tentou fazer, desde o governo Fernando Henrique Cardoso, e nunca se concretizou mais efetivamente, exceto pequenos ajustes”, salienta.
A falta de retorno dos serviços
“Temos uma carga tributária muito elevada considerando o pequeno retorno em benefícios para a sociedade. Tem países que tem uma carga mais elevada que o Brasil, mas a população tem tudo, retorna em serviços”, pontua Moschetta.
A carga tributária precisa ser redistribuída
Para Moschetta a carga tributária brasileira precisa ser redistribuída: “Quem deve pagar mais, para beneficiar quem deve pagar menos. O imposto sobre o consumo atinge a todos, independentemente de classe social. Hoje para uma família que ganha R$ 3 mil, 1/3 disso, R$ 1 mil é para pagar impostos”, salienta. De acordo com o advogado, “o maior desafio é buscar mecanismos para beneficiar quem mais precisa. Essa é a grande essência da reforma, que também precisa ser simplificada, em função de sua complexidade”, finaliza.