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Política

Transbrasiliana ou duplicação da ERS 135: vamos discutir isso?

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A empresa que está fazendo o projeto técnico da Transbrasiliana está atrasada na entrega do estudo
Por Rodrigo Finardi
Foto Arquivo BD

Antes que atirem a primeira pedra, por se tratar de uma rodovia federal e outra estadual, vamos às evidências deste questionamento: “Transbrasiliana ou duplicação da ERS 135: vamos discutir isso?”

Nem o projeto técnico foi concluído

Depois de décadas da população regional reivindicando a Transbrasiliana – que na promessa de políticos já foi feita várias vezes -, nem o projeto técnico terminou ainda. Uma obra cara que pode chegar a R$ 500 milhões (em torno de R$ 8 milhões o km), já que os parâmetros para rodovias federais são diferentes de rodovias estaduais ou de ligações entre municípios. 

Se tudo der certo...

Se tudo der certo – até final de julho -, e os projetos estejam prontos, aí começa um novo caminho, mais longo, que é colocar esse valor no Orçamento da União, para, quem sabe, em 2024 começar a ser feito. Mas para isso ocorrer será necessária uma mobilização gigante por parte de duas regiões – Alto Uruguai e Planalto Médio.

Paralelamente, a rodovia estadual

Paralelamente, existe a intensão do governo do RS em duplicar a ERS 135, entre Erechim e Passo Fundo. Uma obra estadual, com o custo mais baixo que a Transbrasiliana, pois já é asfaltada.

Não podemos nos iludir

Fazendo essa análise das duas rodovias – ambas importantes e necessárias -, é evidente, ser praticamente impossível ver as duas simultaneamente saírem do papel. É uma, ou outra. Não podemos nos iludir, com a representação política que temos, ter força suficiente para ver essas duas obras ganhando vida.

As rodovias são paralelas, os governos não podem ser

Aqui entra um ponto muito importante. As rodovias são paralelas, não se encontram, desde a saída do Posto Lando em Erechim até Passo Fundo. Mas os governos federal e estadual não podem ser paralelos. Precisam se encontrar, conversar e ver a viabilidade de qual delas deve ser feita, para ajudar no desenvolvimento da região.

Discussão com visão desenvolvimentista

As lideranças regionais precisam discutir isso, de forma serena e harmônica e com visão desenvolvimentista, caso contrário, nenhuma sairá do papel. Vale lembrar aquele ditado: “quem quer sentar em duas cadeiras, acaba sentado no chão”. Vamos discutir isso? E se o grupo de lideranças regionais ficar dividido, cada um lutando por uma das rodovias, será uma queda de braço sem vencedores. Ficaremos sem as duas.

 

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