Parte II
Jesus e as Curas
Sobre a Fé Divina, Aldeniz Leite, citado anteriormente, lembrava que, quando alguém procurava Jesus para curar-se de algum mal, o Divino Mestre sempre perguntava:
“Que queres que eu te faça?”
E a pessoa respondia: “quero ver”; “... quero andar”.
E Ele continuava: “Crês que eu possa te curar?”
E o doente respondia: “Creio”.
Essa afirmação era a fé do enfermo em sua cura e na capacidade do Mestre de curar.
Realizada a cura, Jesus concluía: “...Tua fé te salvou”.
Ele nunca disse que era Ele quem curava, mas sim o próprio enfermo com sua Fé!
Conhecendo hoje o fenômeno do magnetismo, diz Aldeniz, podemos entender esse processo.
A emissão do campo magnético do doente, combinando com o campo magnético de Jesus, promovia mudanças no campo celular, levando à melhora do enfermo e mesmo à sua cura!
Fé Religiosa
Sob o ponto de vista religioso, a fé pode ser cega ou com base na razão.
A fé é cega quando, sem examinar, sem analisar de forma lógica, aceita o falso como verdadeiro, sem questionar, chocando-se frequentemente com a evidência e a razão. Levada ao excesso redunda em fanatismo e à distorção da realidade.
A fé raciocinada, com base na razão, apoia-se nos fatos e na lógica, não deixa atrás de si nenhuma obscuridade.
Como dizia Kardec, no Capítulo XIX de O Evangelho Segundo o Espiritismo, “... não há fé inabalável senão aquela que pode encarar a razão face a face, em todas as épocas da Humanidade”.
O Espiritismo e a Fé
Fé e Caridade
Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, no Capítulo XI, um Espírito Protetor ressalta que a caridade sem a Fé, não é suficiente para assegurar a ordem social.
E Allan Kardec nessa mesma Obra, no Capítulo XIX, alerta que as consequências da fé são a esperança e a caridade.
Divaldo Franco, em uma palestra, mencionava:
“Se dizem que alguém é uma boa pessoa, mas não crê em nada, não estamos diante da fé, mas da filantropia, da generosidade...”
E lembra que, os maus também são filantropos e generosos, para seus amigos, seus familiares..., Mas não têm fé!
(Próximo tema: O QUE É A FÉ – PARTE III)