Com o início de um novo ano e período de férias, muitas famílias organizam viagens, passeios e programações especiais. No entanto, o período é um desafio para os hemocentros, pois o número de doadores costuma diminuir.
No fim de dezembro, o Ministério da Saúde reforçou sobre a importância da doação de sangue, iniciativa que pode ajudar a salvar vidas, principalmente nessa época. No Banco de Sangue do Alto Uruguai, a realidade é outra. Graças ao empenho e dedicação conjunta dos profissionais que atuam no local e da população regional, os estoques estão garantidos, em todos os grupos sanguíneos.
“Estamos com as geladeiras cheias, com todos os tipos sanguíneos. Nossa maior preocupação era chegar no dia 2 de janeiro, sem nenhuma doação, em função de um dos critérios ser o doador estar há 24 horas sem ingerir bebidas alcóolicas e esse plano ser prejudicado pelas festas de fim de ano, mas foi totalmente ao contrário, a demanda nos surpreendeu”, conta Cleci Vanni, gestora do Banco de Sangue do Alto Uruguai.
É importante ressaltar ainda que a doação voluntária garante o abastecimento seguro e contínuo para suporte de transfusões e atendimento de diversos pacientes que dependem de tratamentos relacionados. “Temos um grupo no WhatsApp, com doares regulares e comunicamos sempre que percebemos que algum tipo sanguíneo pode vir a faltar, principalmente se tratado do O -. Esse suporte é fundamental”, reforça Vanni.
Ela ainda acrescenta. “É claro que têm dias que há menos procura, mas comparado com a realidade de outras regiões, a nossa está estável. Gostaria de aproveitar para convidar a todos que quiserem doar, serão muito bem-vindos, basta ligar e fazer o agendamento”, conclui.
Como doar
Interessados devem procurar o Banco de Sangue do Alto Uruguai para verificar as exigências e fazer o agendamento. O intervalo de doação é de dois meses para homens, restrito a quatro doações por ano. Para mulheres, as doações podem ser feitas de três em três meses, sendo no máximo três doações anuais.
Requisitos para doação
- Ter entre 16 e 69 anos;
- Ter mais de 50kg;
- Já ter doado alguma vez, no caso de pessoas entre 60 e 69 anos, para repetir o procedimento;
- Apresentar o consentimento formal dos pais, se menor de 18 anos.
Documentos necessários
- Identificação oficial com foto (Carteira de Identidade, Carteira Nacional de Habilitação, Carteira de Trabalho, Passaporte, Registro Nacional de Estrangeiro, Certificado de Reservista e Carteira Profissional emitida por classe); ou documentos digitais com fotos.
No dia da doação
- Dormir ao menos seis horas nas 24h anteriores à doação;
- Alimentar-se bem;
- Evitar alimentos gordurosos nas três horas que antecedem a doação de sangue;
- Aguardar pelo menos duas horas para doar sangue após o almoço.
Impedimentos temporários
- Pessoas com gripe, resfriados ou com quadro de febre (necessário aguardar sete dias até o desaparecimento dos sintomas);
- Mulheres no período gestacional, no pós-parto (esperar 90 dias se parto normal e 180 se cesárea), ou em amamentação (aguardar primeiro ano de aleitamento materno do bebê);
- Consumo de bebida alcoólica: esperar 12h após a ingestão;
- Tatuagem e/ou piercing: esperar doze meses para doar (no entanto, se o piercing for em cavidade oral ou região genital, a pessoa não pode mais ser doadora); se as condições de realização desses procedimentos forem seguras (após avaliação da entrevista) o período pode ser menor;
- Extração dentária: aguardar 72h;
- Casos de apendicite, hérnia, amigdalectomia (retirada das amígdalas palatinas) e varizes: esperar 3 meses;
- Colecistectomia (retirada da vesícula biliar), histerectomia (retirada do útero ou do colo do útero), nefrectomia (retirada de um dos rins), redução de fraturas, politraumatismos sem sequelas graves, tireoidectomia (remoção da glândula tireoide), colectomia (retirada de parte ou de todo o intestino grosso): aguardar 6 meses;
- Transfusão de sangue: esperar 1 ano;
- Vacinação: tempo de impedimento varia de acordo com a vacina;
- Exames ou procedimentos com aparelhos endoscópicos: aguardar seis meses;
- Expostos a situações de risco acrescido de infecções sexualmente transmissíveis: esperar 12 meses após o contato.
Quem não pode doar?
- Pacientes que tiveram hepatite após os 11 anos de idade;
- Suspeita ou evidência clínica/laboratorial de Hepatites B e C, do vírus da imunodeficiência humana (HIV), do vírus T-linfotrópico humano I e II (HTLV) (da mesma família do HIV, o HTLV atinge os linfócitos T, as células de defesa do organismo) e doença de Chagas;
- Uso de drogas ilícitas injetáveis;
- Malária (depende do tipo de agente causador, do tempo após o tratamento e a completa cura; na maioria dos casos o tempo de impedimento é de um ano).
* Critério adotado segundo Informe Técnico do Ministério da Saúde