Cada vez que escrevo sobre o Castelinho e seu estado precário, recebo inúmeras ligações de pessoas solidárias ao tema e dispostas a, de alguma forma, ajudar na busca de soluções para recuperar o prédio em madeira centenário.
Preferem vê-lo destruído
Também é verdade (infelizmente) que muitas pessoas, sem conhecer a história e o que ele representa, preferem que ele venha abaixo e que não se gaste recursos para restaura-lo. Talvez essa posição se dê pelo fato do trabalho feito até então não ter meio e fim. Apenas início. E em suas leituras, essas pessoas analisam como desperdício de dinheiro público.
Como fazer as pessoas pensarem diferente?
Mas como fazer essas pessoas pensarem diferente? A solução é buscar exemplos bem-sucedidos fora de Erechim, quando entidades e a iniciativa privada se envolveram, e a partir daí as coisas começaram a acontecer. Foi assim no Theatro São Pedro e na Biblioteca Pública do RS, que criou uma associação de amigos e tem na presidência um erechinense, Alcides Mandelli Stumpf.
A saída
Talvez nesse modelo esteja a saída para o restauro do Castelinho. Criar um instituto, uma associação, juntando as entidades representativas do município, a exemplo do Coder (Conselho de Desenvolvimento de Erechim). Criar um grupo que fique responsável por captar recursos e geri-los para agilizar as obras, e sem querer ser pessimista, para ontem. Não dá mais para esperar.
Atribuições de resgate da história
Essa associação ou instituto, teria a tarefa não apenas de cuidar do Castelinho, mas ser proativo em outras ações de resgate à história, como quem sabe, ajudar na busca de Biblioteca Pública própria, com espaço digno para o Arquivo Histórico, sem depender de aluguel e que invariavelmente troca de local, quando muda o chefe maior do Executivo. E por que não, ajudar na busca para construir um Museu Municipal? Em quase 105 anos de emancipação política administrativa, a ser comemorada no dia 30 de abril de 2023, não temos um museu, o que é uma lástima.
A única arma que tenho
São ideias que talvez jamais sairão do papel, mas não me furtarei em escrever sempre que achar necessário. É a única arma que tenho para usar, para tentar sensibilizar quem detém a caneta, e aqueles que pensam como eu.
“A cultura de um povo é seu maior patrimônio”
Como diz o escritor Nildo Lage: “A cultura de um povo é o seu maior patrimônio. Preservá-la é resgatar a história, perpetuar valores, é permitir que as novas gerações não vivam sob as trevas do anonimato”.