Já escrevi há alguns anos esse assunto, sobre o pórtico na entrada de Erechim, mas acho oportuno retornar ao assunto, pois tudo continua igual. Os veículos que chegam a Erechim via BR 153, em sua grande maioria, entram na cidade pela Rua Sidney Guerra. Os veículos que chegam a Erechim vindo do sul do RS, entram em sua maioria pelo trevo do Aeroporto, ou mesmo pela Caldas Júnior, via Frinape.
Moradores daqui
Quem utiliza o trevo de acesso da Avenida Sete de Setembro, onde foi construído o pórtico da cidade, são os trabalhadores do Distrito Industrial ou moradores do outro lado da BR 153, que se deslocam para o centro da cidade. É uma pequena parcela de pessoas que não são de Erechim.
Perdendo a serventia
Esta lógica descrita dos três trevos de acesso denota algo preocupante. Primeiro que todas as cidades que tem pórtico o fazem num local que possa ser visto principalmente por pessoas de fora, mas em Erechim ele é dentro da cidade, perdendo sua serventia real de vender uma imagem positiva.
Exclui moradores do outro lado da BR
Segundo que, um pórtico na entrada de Erechim, segrega a população que mora do outro lado da BR, excluindo-a de ser moradora da “Capital da Amizade”. Sem dúvida é o pórtico da segregação.
Mofando em alguma gaveta
Temos um pórtico apenas e várias entradas. Vamos pensar nisso, para não ficarmos vendo pelo retrovisor. Existia um projeto para fazer vários pequenos pórticos em todas as entradas, mas deve estar mofando em alguma gaveta.