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Opinião

Nós e os morcegos

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Por Gaby Garbin Mársico
Foto Divulgação

Meu Confrade, Rodrigo Finardi, em sua página Pente Fino, da Edição de 10.11.2022, disse muito bem sobre o nosso Castelinho. Para os entendedores e bons ouvintes, o “Ajude-me”, o grito do Castelinho se faz ouvir há muito tempo.

A propósito, faço um comentário sobre como o 1º mundo se comporta em relação a seus tesouros, sejam eles animados ou inanimados.

Neste vasto mundão acontecem coisas que nós nem imaginamos. E é dos países do 1º mundo que vêm, geralmente, boas notícias e que poderiam servir de exemplo para nós, habitantes de países pobres de sábios.

Numa pequena aldeia da Holanda, de apenas 14.500 moradores, seus arquitetos desenharam e construíram uma ponte sobre um rio, com estrutura especialmente para abrigar morcegos, com cantos escuros e mornos como habitat para esses mamíferos voadores. Sim, é isso mesmo, uma ponte como moradia para morcegos! Isso está se tornando até uma atração turística. Nessa ponte também foram feitos recantos de tamanhos variados para acomodar outros voadores de diferentes espécies.

Sim, meus caros leitores e leitoras, isso acontece num país de 1º mundo como a Holanda.

Enquanto isso, aqui em Campo Pequeno, sob o olhar de paisagem de nossos administradores, uma linda obra de arquitetura que conta a história de nossa cidade, se desmorona – o nosso Castelinho.

É inaceitável e inconcebível que não haja uma maneira de resolver este imbróglio que se arrasta há tanto tempo. Será que nós erexinenses precisamos acionar e sacudir a inércia que habita em nossos Poderes, exigindo alguma saída inteligente para resolver este problema? Não poderá haver um acerto, uma proposta, um diálogo...?

Que tal nossa Casa do Povo, onde habitam os vereadores eleitos por nós, interferir?

Sabemos que quando se entra na área jurídica (que é o caso do Castelinho) encontramos nossas leis recheadas dos famosos “penduricalhos”, o que deixa tantas soluções no infame banho-maria. Mas...

Enquanto isso, nosso Castelinho definha na tristeza, no abandono, entregue aos roedores que lá fazem morada. E, infelizmente, serve apenas para fotos como as das belas meninas da Frinape.

A grande diferença que nos separa do mundo civilizado e inteligente é que lá até se constrói morada para seus morcegos...

Em tempo – recebi com alegria o livro Atlanga – 40 anos de emoções – do meu Confrade José Adelar Ody. É um magnífico trabalho que conta a história destes dois times de futebol de campo – Atlântico e Ypiranga – acompanhado pelos fatos que ocorreram na época. É um documento histórico! Lindo!

 

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