Nas colunas escritas entre setembro e novembro de 2021 nos debruçamos sobre aspectos teóricos e metodológicos sobre as possibilidades e potencialidades da pesquisa e do espaço do(s) Arquivo(s) Histórico(s), conforme segue:
A importância da História regional (18,19,20/09/2021)
A Importância da História Oral (25,26,27 de setembro de 2021
História e Iconografia (02,03,04 de outubro de 2021)
Lugares de Memória (09, 10 e 11 de outubro de 2021
Fontes de Pesquisa: o Jornal (30,31 de outubro e 01 de novembro de 2021)
Conhecendo o Acervo do Arquivo Histórico Municipal Juarez Miguel Illa Font (06,07 e 08 de novembro de 2021)
Arquivos Históricos em tempos de pandemia (13,14 e 15 de novembro de 2021)
Arquivo Histórico: ambiente não formal de Educação (20, 21 e 22 de novembro de 2021)
Este preâmbulo nos permite aprofundar o diálogo sobre as contribuições dos Arquivos Históricos para o ensino de História. O caráter interdisciplinar do espaço é, em nossa concepção, o diferencial para outros espaços não formais de educação. Tendo em vista que diversas áreas do conhecimento podem beber das fontes disponíveis no acervo.
Enquanto responsável pela coordenação do espaço tenho ofertado em diversos eventos acadêmicos, principalmente os promovidos pela UPF e pela UFFS oficinas, minicursos e palestras que versam sobre a temática em questão. Todas com o intuito de munir professores e futuros professores com ferramentas que auxiliam o desenvolvimento do processo de ensino aprendizagem em História e a reflexão dos processos que construíram as comunidades em que estamos inseridos.
As propostas desenvolvidas partem de duas premissas, a primeira que “a utilidade da história se dá pela consciência de como acontecimentos que narramos ganham sentido e de como o conhecimento deles nos ajuda a nos orientar no tempo articulando as nossas decisões com nossa experiência pessoal ou aprendida nos livros sobre pesado, e por fim com as nossas expectativas individuais e coletivas” (CERRI, 2009, p. 117).
E a segunda, a ideia de que o passado é um fator condicionante do presente, tendo em vista que está sempre sendo disputado pelos agentes sociais que são protagonistas num determinado momento. Entrando na necessidade da construção de uma identidade particular e ou coletiva que, “[...] estão na base do conceito de consciência histórica que, em poucas palavras, podemos definir como uma das estruturas do pensamento humano, o qual coloca em movimento a definição da identidade coletiva e pessoal, a memória e a imperiosidade de agir no mundo em que se está inserido” (CERRI, 2010, p.13).
Assim, a utilização dos acervos do(s) Arquivo(s) Histórico(s) por meio de propostas como sistematizar uma matéria de jornal (Data, Manchete, Sinopse, Fonte); aplicação de questionário estruturado / semiestruturado para membros da comunidade ou familiares; interpretação de fotografias (período, localização, elementos visíveis) e educação patrimonial contribuem para a formação da consciência histórica das crianças e dos jovens e do desenvolvimento de seu senso crítico.
Referências
CERRI, L.F. Ensino de História e concepções historiográficas. Espaço Plural, n. 20, p.149-154, 2009.
CERRI, L.F. Ensino de história e consciência histórica: implicações didáticas de uma discussão contemporânea. Editora FGV, 2010.