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Opinião

Abandono do edifício dos Correios

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Por Fábio Luis Paska
Foto Divulgação

Fábio Luis Paska

Professor de Matemática e Física

 Estudante da 10ª fase de Arquitetura e Urbanismo da UFFS

Arequalificação e o reuso de antigos edifícios abandonados em áreas centrais das cidades podem contribuir para a construção de novos espaços públicos que contemplem demandas da sua população além de proporcionar a restauração e valorização do patrimônio bem como o reviver da memória e inserção na vida da cidade.

Em Erechim, a produção arquitetônica do estilo Art Déco, segundo Petry (2009, p.10), se apresenta como “uma manifestação rica de exemplares ímpares de grande abrangência geográfica e principalmente significativa importância na construção da história da arquitetura do país, do estado e da região”. Apesar de vivermos em uma sociedade em constante transformação, devemos manter vínculos e conhecer a história da nossa cidade para manter e preservar o patrimônio histórico que nela existe mantendo viva a sua memória. Neste sentido, a preservação precisa vir de encontro com os interesses da comunidade, apropriando-se dos espaços para diversos usos, reconhecendo e valorizando o patrimônio cultural edificado.

Um exemplo disto é o “prédio dos correios” de Erechim. Atrás de uma barreira de tapumes, encontra-se, em completo abandono, o edifício sede da primeira unidade dos Correios e Telégrafos de Erechim o qual representou o principal meio de comunicação da cidade e da região por mais de cinquenta anos. Para que a preservação do patrimônio aconteça, é essencial o reconhecimento da importância histórica do edifício por parte da comunidade, bem como de um suporte legal, financeiro e de conhecimento técnico para proporcionar a sua reabilitação e reuso.

A partir da análise da importância simbólica do patrimônio cultural na cidade de Erechim e a necessidade de sua ressignificação, assim como a escassez de espaços públicos qualificados para a apropriação, percebe-se o grande potencial do antigo Edifício que possui um grande valor histórico-cultural e arquitetônico para a cidade, além de estar localizado em uma região central e histórica da cidade, bem servida de infraestrutura e de fácil acesso.

Pode-se imaginar o quão positiva seria uma integração socioespacial com a reabilitação e o reuso do edifício e a adição de uma nova edificação e espaços livres, conectando as pessoas à arquitetura pré-existente; o antigo e o novo; a cidade e as pessoas.

 

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