A democracia sem dúvida é o melhor dos regimes. Num mesmo local, seis candidatos a deputado estadual por Erechim, com pontos de vistas distintos sobre os mais variados temas, porém o respeito prevaleceu. Uma bate-papo de ideias, de pontos de vista, com a esquerda e a direita no mesmo ambiente. Pequenas alfinetadas, mas indolores para o momento de polarização que vive o país.
Assim pode ser definido o encontro promovido pelo Coder (Conselho de Desenvolvimento de Erechim) e a Accie (Associação, Comercial, Cultural e Industrial de Erechim), na noite de quinta-feira, 22, no Pólo de Cultura, capitaneado pelos presidentes Mário Cavaletti e Fábio Vendruscolo, respectivamente
Seis compareceram
Oito candidatos a deputado estadual, com domicílio eleitoral em Erechim, foram convidados para expor suas ideias para empresários que representam 18 entidades que fazem parte do Coder.
Seis compareceram: Ale Dal Zotto (PSB); Ivar Pavan (PT); Natalino Canabarro (Solidariedade); Paparico Bacchi (PL); Renan Soccol (Progressistas) e Tiago The Police (PTB). Os nomes ausentes foram: Andressa Cardoso (Patriota) e Vitor Lopes (Avante).
A temática da noite
A temática da noite foi a apresentação de propostas e ações que pretendem implantar, casos sejam eleitos, tendo como base diagnóstico elaborado pelos GTs (Grupos de Trabalho) do Coder e suas variáveis: Desenvolvimento Econômico e Social; Educação; Gestão Pública; Planejamento Urbano; Saúde; Segurança Pública e Assistência Social; Turismo e Cultura
O desenrolar do encontro se deu por ordem alfabética. A cada nova pergunta, que tinha respondido por primeiro, passa para o último lugar, assim sucessivamente, até a última pergunta.
Reforma tributária e impostos
A primeira pergunta feita aos candidatos foi: “A alta carga tributária desafia os empresários, diminuindo o poder de investimento e geração de empregos. Qual o compromisso do candidato e propostas para a implantação de uma reforma tributária completa? E responder se é favorável ou contrário ao aumento de impostos”.
Todos responderam que são contra o aumento de impostos, e deixaram claro que a reforma tributária é de natureza federal, e se for implantada, trabalharão para sua adequação ao Rio Grande do Sul.
O agronegócio e as várias maneiras de pensar
A segunda rodada de perguntas, quis saber dos candidatos qual a proposta e posição sobre o agronegócio, tão importante para a economia do Brasil. Várias maneiras de pensar o agro foram elencadas pelos candidatos, de como manter o homem no campo, linhas de crédito com juros mais baixos, além de mais valores para o agricultor (independentemente do tamanho e a atividade).
A educação e seu poder transformador
A educação, tema latente nos palanques, e não com a mesma força nos mandatos, foi o mote da terceira rodada de pergunta. Os candidatos responderam ao seguinte questionamento: “Os índices educacionais no Brasil, vem caindo. Com a pandemia o déficit do aprendizado aumentou consideravelmente. O que fazer na prática, já que o tema educação sempre é tratado como prioridade nas campanhas, mas não na mesma forma nos mandatos”.
Apesar de visões distintas entre eles sobre alguns pontos, pensam na educação como algo transformador do cidadão. Defesa do turno integral, fortalecimento das séries iniciais, valorização do professor com formação continuada, escola militar, foram abordados pelos candidatos.
Infraestrutura para desenvolver a região
A quarta pergunta abordou a infraestrutura, ou melhor a falta dela no Alto Uruguai. O questionamento foi: “Há anos que a comunidade regional clama por melhorias na infraestrutura, para aumentar competitividade e atrair novos investimentos. Precisamos de mais asfaltos, melhorias no sistema de distribuição de energia elétrica, entre outros. O que pretendem fazer para melhorar essa realidade?
Deixaram claro que as demandas da região são de décadas e que as obras precisam ser mais ágeis, mas para isso acontecer é necessário ter representantes regionais. A questão da qualidade da internet também foi pontuada, como um problema que atrasa o desenvolvimento da região.
Gestão pública e desburocratização
A gestão pública foi o tema da quinta pergunta: “Cada vez mais a gestão pública é desafiada a melhorar os serviços entregues à população, como educação, saúde, moradia, trabalho e redução das desigualdades sociais. O que é possível ser feito, para melhorar essa prática, além da desburocratização”.
O posicionamento, meio que geral, foi em função da burocracia do setor público, que é preciso ser mais eficiente e ágil, para desta forma, atrair investimentos e consequentemente gerar empregos.
Saúde pública e o bem-estar físico, mental e social
“A Saúde Pública é o conjunto de medidas executadas pelo Estado para garantir o bem-estar físico, mental e social da população. Qual tua proposta para melhorar os serviços em saúde em Erechim e região? ”. Essa foi a pergunta que os candidatos responderam no sexto bloco.
Para eles é fundamental avançar em serviços desta área, mas é necessário investimento de grande monta. Teve defesa de um novo hospital regional e transformar o Santa em hospital municipal; defesa aos hospitais de pequeno porte, valorização das casas filantrópicas; reforma, discussão e ampliação do SUS, entre outros.
Um passo à frente e o comprometimento
O sétimo questionamento da noite, foi sobre o motivo que reuniu os candidatos de vários espectros: “O trabalho que o Conselho de Desenvolvimento de Erechim (Coder) realizou, elenca em várias áreas, quais as necessidades que temos para crescermos de forma sustentável para construir uma cidade que se quer para o futuro. Qual o compromisso dos candidatos com essa pauta de desenvolvimento? ”
Para os candidatos Erechim e região estão um passo à frente com esse diagnóstico, e todos se comprometeram em ser parceiros dessas demandas e buscar atende-las caso forem eleitos.
Pergunta do presidente
Antes das considerações finais, os candidatos responderam uma pergunta feita pelo presidente do Coder, Mário Cavaletti, que fez em nome das 18 entidades que fazem parte do conselho. Quis saber dois seis candidatos, qual a expectativa de votos que cada um irá fazer e quanto é necessário para se eleger.
Apresentaram várias contas, nuances, e as vantagens de concorrer por esse ou por aquele partido. Mas quando se fala em números, muitas vezes a emoção suplanta a razão. Mas faz parte do jogo, numa reta de campanha, para manter a militância trabalhando forte até o último dia.
O livro de cabeceira
Após o encerramento de todos os questionamentos, cada candidato recebeu das mãos do presidente do Coder, Mário Cavaletti e do presidente da Accie, Fábio Vendruscolo, uma cartilha, onde consta o relatório detalhado do diagnóstico dos sete grupos de trabalho. Que seja um libro de cabeceira, e que os eleitos, o tenham como um instrumento, que se bem trabalhado, desenvolverá a região e lhes dará notoriedade política e dividendos eleitorais futuros.
Hoje é a vez dos candidatos a deputado federal
Na noite de hoje, 23, a partir das 18h30min, os empresários irão ouvir as propostas dos candidatos a deputado federal, com domicílio eleitoral em Erechim. Oito nomes foram convidados. Até ontem, seis confirmaram, um enviou ofício que não poderá comparecer e faltava a resposta de um. Será mais um momento de fortalecimento da democracia