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Opinião

E o tampão nasal?

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Ana Carolina
Por Ana Carolina Silveira de Oliveira
Foto Divulgação

Um personagem que causa mais medo em adultos que o próprio Bicho Papão, é o dito "tampão nasal", após a cirurgia.

Todo paciente tem uma prima ou um tio que operou o nariz e conta que a cirurgia em si não dói, mas retirar o tampão…dizem que desmaiaram, que foi pior que a dor de parto, e por aí vai…

Mas o que esses pacientes não sabem é que não se usa mais o Bicho Papão da cirurgia nasal, apenas em casos muito raros em que existe um sangramento nasal maior.

Antigamente, sim, era utilizado com frequência, o que gerava um desconforto enorme para retirar. Além da sensação claustrofóbica sem poder respirar por nenhuma das narinas.

Mas como muita coisa na vida, a cirurgia nasal também evoluiu, hoje o tampão foi deixado como última opção. Com um maior controle da cirurgia, é possível utilizar apenas o "splint nasal", que nada mais é que um anteparo para a fixação do septo nasal.

O septo nasal é o "meio do nariz", e quando operamos o desvio de septo, pode se tornar instável ou ser preenchido por sangue.

Assim, um splint nasal de cada lado diminui essa possibilidade. O splint são duas proteções da espessura de uma folha de ofício, que são suturas em uma narina, e o outra, na outra. Em contato com o septo nasal, é uma capa protetora da estabilidade do septo. Além disso, é retirado com anestesia local no consultório de 7-10 dias após a cirurgia.

Então, se você quer respirar tranquilamente e tem desvio de septo, não deixe o medo do Bicho Papão o impedir. Graças à modernidade, o tampão está fora de cena nas cirurgias nasais.

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