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Opinião

Nós e as Nozes

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Por Gaby Garbin Mársico
Foto Divulgação

Vou “ilustrar” este comentário com uma historinha de autoria do escritor Antonio Prata. Ei-la: “Prova da superioridade das nozes sobre as amêndoas, as avelãs e as castanhas, escreveu uma noz eugenista, em fins do século 19, é que a natureza moldou as nozes tal qual o cérebro dos humanos – a segunda espécie mais evoluída depois das nozes – ao passo que as amêndoas, avelãs e castanhas se assemelham quando muito, aos testículos dos supracitados bípedes”.

Nestes tempos bicudos e eleitorais, precisamos nos perguntar a que time pertencemos – às nozes ou às amêndoas.

Se fôssemos eugenistas dedicados, poderíamos pensar em abrir nossa caixa craniana e dar espaço para que nosso cérebro pudesse se desenvolver. E assim, melhor discernir o bom do mau, o ideal da fantasia, o real do onírico, o bom senso do fanatismo. E assim, nos tornarmos um povo inteligente, desenvolvido, culto, igual... enfim, com direito ao primeiro lugar no pódio.

Mas, nestes tempos bicudos e eleitorais, o que nos assusta é a pobreza de ideais, de ideias, de responsabilidades, de respeito... enfim, sem direito a lugar nenhum no pódio.

Estamos nós, humanos brasileiros, vivendo em qual das categorias citadas na historinha? Das nozes ou das amêndoas, avelãs...?

Enquanto não conseguirmos “subir” de categoria e aportarmos no reino das nozes, estaremos à mercê de uma catarata que nos impede de escolher quem possa atender plenamente nossas necessidades básicas, ou seja, um governante com capacidade, responsabilidade, com compromisso com o bem-estar de TODA a sociedade, honesto, probo, sério, sem “laços” com o Judiciário, nem com grupos extremistas, mas defensor da democracia.

Será difícil? Sim!

Será impossível? Não.

Enquanto isso, temos que engolir candidatos amêndoas, avelãs e castanhas, festeiros que nos divertem e nos enganam sem o menor pudor.

 

Em tempo: Eugenia é a ciência que estudo o aperfeiçoamento da raça humana, conforme o antropólogo Francis Galton em 1883.

 

Em tempo: Salve D. Pedro, este brasileiro corajoso (a quem chamarei de uma noz imperial) que nos tirou das garras de Portugal.

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