14°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Mundo

Terremoto no Haiti: Imigrantes que moram em Erechim acompanham com preocupação a situação

Com apoio de redes sociais e rádios locais buscam informações de familiares e amigos

teste
O país da América Central foi afetado por um terremoto de escalada 7,2 que vai até 10 no último sába
Wilky Prochette: “Foi uma coisa terrível, muitas pessoas com medo, sem casa e feridas. Minha mãe est
Stephanie Toussaint: “minha mãe está bem, mas não consegui conversar com meu pai que mora num dos lu
Por Leandro Zanotto
Foto AFP e TV Bom Dia

É pela internet que imigrantes haitianos que vivem em Erechim, tem procurado informações com preocupação de amigos e familiares que moram no Haiti. O país da América Central foi afetado por um terremoto de escalada 7,2 que vai até 10 no último sábado (14). Este foi o segundo maior desde que os registros começaram a serem realizados na ilha no final do século XIX. De acordo com agências internacionais de notícias o número de mortos passa de 1.200, com mais de 3 mil feridos.

100 haitianos moram em Erechim 

Segundo o governo do Rio Grande do Sul, mais de 11 mil haitianos vivem e trabalham no Estado. Na maior cidade do Alto Uruguai Gaúcho, Erechim, o número fica em torno de 100 pessoas.

 

“Graças a Deus, estão todos bem”

O estudante Wilky Prochette, que mora há 10 anos no Brasil é um destes imigrantes. Ele conta que conseguiu falar com a mãe e um irmão que residem na capital Porto Príncipe. “Ainda no sábado conversei com eles. Graças a Deus todos estão bem, pelo que me falaram o terremoto afetou de forma mais grave uma região que fica no interior. Foi uma coisa terrível, muitas pessoas com medo, sem casa e feridas. Minha mãe estava ajudando os desabrigados em uma igreja”, explicou.

 

Apoio das redes sociais

Para se informar sobre como está a família, Wilky, comenta que utiliza grupos do aplicativo whatsapp por onde conversa com familiares diariamente. “Tenho uma prima que mora no Chile, ela conversa também com a mãe que está no Haiti todos os dias e caso aconteça algo, combinamos de um avisar outro pela internet. Além disso escuto estações de rádio lá do país que passam notícias locais”, destaca.

 

Medo de um novo terremoto

A imigrante Stephanie Toussaint, que vive há cinco anos no Brasil, explica que conseguiu contato até o momento apenas com um irmão que mora na capital. “Ele está bem, mas não consegui conversar com meu pai que mora na cidade de Jérémie na região sudoeste, um dos lugares mais afetados. Sei que uma prima que também mora lá perdeu tudo, pois sua casa veio ao chão”, comenta.

Stephanie, conta que familiares disseram que nas últimas horas foram registrados novos tremores principalmente na cidade de Cayes. “Me falaram que o mar invadiu muitos locais e muitas pessoas estão na rua com medo de voltar para casa e que ocorra um novo terremoto. Estamos preocupados com o que ainda pode acontecer”, ressaltou.

Leia também

Publicidade

Blog dos Colunistas