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Opinião

Voto auditável: alguns reparos

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Angela Cristina Da Rocha Dill - Advogada
Por Angela Cristina Da Rocha Dill - Advogada
Foto Arquivo pessoal

Sobre as afirmações postas na última coluna Opinião, alguns reparos. Não é verdade que a tese do voto auditável seja invenção do Senhor Presidente da República.  A Lei Nº 10.408/02 já previa o voto auditável. A Lei nº 13.165/15 também.  Atualmente, tramita a Proposta de Emenda Constitucional Nº 135/19, no mesmo sentido.

Por outro lado, gostaria que fossem demonstradas quais as “grosseiras ameaças” praticadas pelo Senhor Presidente da República contra quem condena o voto auditável.

Hoje, existem apenas onze pessoas neste país que são contra a possibilidade de auditagem do voto. O voto auditável não serve para se justificar nada. Servirá para garantir a vontade do eleitor. Não se confunda: voto impresso não significa voto escrito!

Se a lei for aprovada, o sistema permitirá que o eleitor confira se o voto dado na máquina é o mesmo que aparecerá no comprovante físico que irá para a urna.     

Sobre as credenciais intelectuais do Senhor Presidente da República, é formado pela Academia Militar das Agulhas Negras, uma das mais notáveis e respeitadas instituições de ensino do Brasil, de dificilíssimo acesso. Mas o Senhor Presidente da República fala palavrões!  Entre corruptos e um desbocado, o povo preferiu sacrificar as regras de etiqueta.   

Bons tempos aqueles em que tínhamos crédito farto e barato, preços dos principais insumos congelados. Se o leitor está com saudade daqueles tempos, saiba que, hoje, está pagando a conta daquela irresponsabilidade. Ou alguém tinha dúvida que tudo aquilo não passava de uma bolha de euforia, um alucinógeno distribuído a população para ganhar eleição e continuar no poder?  Um dia a conta chega. E se alguém reclama que o governo está a prejudicar a “dignidade humana” do brasileiro, faça a mesma pergunta a um argentino, a um venezuelano ou a um cubano.  

“O que teria melhorado no Brasil”, questiona o colunista. A pergunta deveria ser outra: será que estamos piores do que antes? Qualquer pessoa que tenha um mínimo de compromisso com a verdade concordará que estamos melhorando. Estamos superando uma das piores chagas de nosso país: a corrupção!   A luta está longe de acabar. Mas se não reconhecermos a virtude do bom combate, é porque já fracassamos.  

Acusa-se o Senhor Presidente da República de trocar de partido. É bom lembrar a respeito a lição de Winston Churchill.  Questionado sobre o motivo de  trocar de partido, respondeu: “Troco de partido para não trocar de princípios!”.  Qualquer partido que defenda a pauta conservadora é bem-vindo.  

Sobre o “fundão eleitoral”, o escândalo foi incluído, maliciosamente, na proposta de orçamento da União. Ou os congressistas aprovavam o orçamento ou não teríamos um. Pergunta: o amigo leitor vive na sua casa  sem orçamento? Será  vetado!  

Quanto a fundação do tal novo partido político, a julgar pela exposição de motivos de seu estatuto, uma coisa  salta aos olhos: temos muito para avançar. A verdade que o diga. Sempre a verdade!       

 

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