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Segurança

Júri condena réu acusado de homicídio

Jeverton Pinto de Jesus (26) foi considerado culpado pela morte de Tiago Ritter e recebeu pena de seis anos e seis meses de eprisão no regime semiaberto

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Foto: Leandro Zanotto
Por Leadro Zanotto jornalismo@jornalbomdia.com.br

Em julgamento realizado nesta quinta-feira (16) o Tribunal do Júri da Comarca de Erechim, formado pro cinco mulheres e dois homens, considerou que o réu Jeverton Pinto de Jesus (26) é o culpado pela morte de Tiago Ritter. O crime ocorreu na noite do dia 22 de dezembro de 2012, por volta das 20h40min, na Rua São Roque, Bairro Cristo Rei, em Erechim. A pena imposta pelo juiz Marcos Luís Agostini, foi de seis anos e seis meses, cumprida inicialmente no regime semiaberto. 

Segundo o promotor Gustavo Burgos de Oliveira, responsável pela acusação, o Ministério Público solicitou a retirada da única qualificadora do processo, o motivo torpe, por compreender que apenas o depoimento de um familiar da vítima não garantia a motivação verdadeira para o crime, apontada anteriormente como um desacordo comercial devido à venda de drogas. "Compreendemos que esta qualificadora realmente não ficou comprovada no decorrer do processo, por isso solicitamos a retirada. Mas acredito que o resultado mais uma vez foi o esperado, pois apesar do réu ter sido condenado com a pena mínima, conseguimos fazer com que os jurados compreendessem o crime", relatou o promotor. 

Em seu depoimento no início da sessão o réu confirmou ser o autor do homicídio, mas negou a versão apresentada pela Polícia Civil em que a motivação seria o comércio de crack. "Naquela noite o Tiago veio com uma faca para o meu lado e tentou me esfaquear. Ele estava drogado, entramos em luta corporal, rolamos alguns metros no chão, então peguei a faca e atingi ele uma única vez, sendo que logo após sai correndo", destacou o réu, que alegou ter uma desavença com a vítima causada no trabalho como possível motivação para assassinato. 

A defesa do réu feita pelos advogados João Cristovão Zanin Zanella e Ramiro Kunze, apresentou a tese de legitima defesa. Segundo Kunze o resultado precisa ainda ser avaliado. "Agora temos um prazo de cinco dias para decidir se vamos recorrer ou não. Conseguimos a baixa da qualificadora e a pena ficou no mínimo. Agora vamos nos reunir e tomar uma nova decisão nos próximos dias", finalizou.  

Neste mês o tribunal do júri ainda deve ser reunir outras duas vezes - 24 e outra no dia 30 de junho - para julgar dois homicídios ocorridos em Erechim.

 

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