Quem diria que uma aparente “simples postagem” em rede social pudesse sensibilizar e mobilizar muitos esforços em prol de uma campanha para ajudar quem mais precisa. O benefício? Um item que se tornou ainda mais indispensável no cotidiano há quase 1 ano, em razão da pandemia: a máscara.
O que nem todos sabem, é que a idealização aconteceu bem antes dessa fase desafiadora que o mundo vivencia. Isso porque, as voluntárias Marilia Constante e Tatiana Constante (responsáveis por iniciar o projeto na cidade de Ourinhos-SP), identificaram uma necessidade muito especial dos pacientes que realizam diferentes tratamentos e, por terem impacto na imunidade, necessitam do uso da máscara. “Nosso objetivo é dar mais conforto e alegria à eles, por meio das máscaras coloridas”, ressaltaram.
O trabalho voluntário, denominado ‘Mãos Solidárias', teve início em São Paulo e a getuliense, Francine Brambatti Bagestan, de 41 anos, é uma das representantes do grupo.
Ela afirma que é apaixonada pelas atividades. “É muito gratificante saber que com muita dedicação, tempo e pouco recurso, é possível auxiliar alguém de diversas formas. Esse gesto não exige apenas dinheiro, mas sim boa vontade”, destaca.
À ela, cabe a parte de divulgação da iniciativa da ONG, visitas em hospitais para doação de máscaras e entrega de portfólio aos pacientes e profissionais. Casas de saúde de Erechim, Passo Fundo e Blumenau estão entre as instituições contempladas com o projeto. “No RS não há uma instituição ou ONG que faz todo esse processo de envio, sem custo. Procuro ajudar no que posso, fazendo a minha parte”, salienta.
Francine, que já lutou contra complicações de uma doença autoimune, a hepatopatia grave, reitera que a autoestima e autoconfiança são importantes na superação dos obstáculos. “As máscaras minimizam efeitos e se tornam fundamentais para melhores respostas ao tratamento”, acrescenta.
A getuliense salienta que, na luta em prol da vida, encontrou muitas pessoas do bem, que merecem toda a admiração. “A equipe está de parabéns. À vocês, muitos elogios e bênçãos”, enalteceu.
Mais de 35 mil máscaras distribuídas
O projeto já beneficiou muitas pessoas em todos os estados brasileiros e, ainda, em regiões dos Estados Unidos, Londres, Paraguai, Portugal, França e Argentina. Até o momento já foram entregues mais de 35 mil máscaras. “Tudo começou com a visualização de um vídeo nas redes sociais de um projeto já era realizado por um grupo que confeccionava máscaras de proteção em tecido para pacientes com baixa imunidade. O objetivo era contemplar os pacientes que estão em tratamento, bem como a equipe hospitalar, a fim de humanizar o atendimento”, relataram as paulistas.
Com divulgação nas redes sociais, cada vez mais voluntárias “abraçaram” a ideia e o projeto, sem fins lucrativos, foi idealizado.
No último ano, o trabalho prosseguiu, mesmo com as limitações impostas pelo novo coronavírus. “Não conseguimos nos encontrar mas cada voluntária trabalha de casa. Durante a pandemia não paramos de produzir as máscaras”, comentam.
Processo de Confecção
A confecção é feita com tecido e a parte externa é 100% algodão estampado e para a parte interna 100% algodão branco, elástico roliço de 1 milímetro e linha.
Após finalizadas, as máscaras são embaladas em saquinhos transparentes juntamente com um informativo sobre como lavar e esterilizar, uma vez que elas não são descartáveis.
Como é possível colaborar?
Os interessados em auxiliar na proposta, podem doar matéria-prima para a confecção das máscaras: tecidos 100% algodão (lisos e estampados), elásticos e linhas.
Como é possível ser beneficiado?
Para ser beneficiado com esse importante trabalho da ONG e obter mais informações, basta acessar a página: www.facebook.com/maossolidariasourinhos