A chuva, que está fazendo muita falta e gerando muitos prejuízos no campo, apareceu no fim de semana que passou. Em média, as precipitações na região oscilaram entre 60 e 100 milímetros sem estragos nos municípios, segundo informações da Emater/Ascar.
Barragem
De acordo com o gestor da Corsan Erechim, Ivo Antônio Sobis, o nível da barragem da Corsan está acima do vertedouro, assim como a barragem do rio do Cravo, que faz a transposição. “A situação está normal, no momento”, disse.
Alto Uruguai
A safra 2020/2021 iniciou com estiagem em muitos municípios, o que trouxe muitos prejuízos para as lavouras de milho, produção de carnes e atrasou o plantio da soja, entre outros problemas para todo o setor agropecuário. A chuva na região tem sido esparsa, dividida, localizada e onde há precipitação são baixas.
Conforme o engenheiro agrônomo, Luiz Angelo Poletto, assistente técnico regional em Sistemas de Produção Vegetal da Emater/RS-Ascar, até o momento, foram plantados em torno de 140 mil hectares de soja na região, e todo essa área está em desenvolvimento vegetativo. A área prevista inicial é de 234 mil hectares. “Cerca de 100 mil hectares estão para ser plantados com essa chuva de agora”, afirma.
Ele comenta que os produtores devem começar o plantio nesta semana, mas como foi muita chuva, tem ainda excesso de umidade no solo. Então, tem que aguardar para ver como vai se comportar o tempo.
Ele observa que a área de soja deve fechar em torno de 240 mil hectares. “Essas áreas que ocorreram perdas no milho não sabemos dizer o quanto delas será plantado soja ou milho”, afirma.
Previsões
A Emater/RS-Ascar promoveu uma transmissão virtual, no dia 27 de novembro, sobre o Prognóstico Climático para o Rio Grande do Sul. O evento foi moderado pelo diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, com apresentação do conteúdo pelo coordenador do 8º Distrito Meteorológico (Disme) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Solismar Damé Prestes.
Análise
Pela análise de Prestes, outubro e novembro foi o período de maior déficit hídrico no Rio Grande do Sul. “Acreditamos que este tenha sido o pior período, estamos bastante confiantes que vá melhorar as condições para o verão. Claro que não será o ideal para a agricultura, que necessita de chuvas acima da média, mas uma condição mais próxima da média para amenizar as consequências”, disse.
Próximos três meses
De maneira geral, disse ele, nos próximos três meses as chuvas estarão por volta de 100 mililitros abaixo da média. “O que em uma situação normal não seria muito significativo, mas como viemos de uma estiagem, não é uma condição muito boa”, explicou.