Ocorreu na tarde da última quinta-feira (19), a primeira audiência do caso Patrícia, crime que chocou a comunidade erechinense no dia 23 de fevereiro deste ano. Lisiane Ribeiro da Silva e Mara Beatriz Ribeiro da Silva, mãe e filha, que são acusadas pelo crime, acompanharam o depoimento de 10 testemunhas, cinco da acusação e outras cinco da defesa, por aproximadamente duas horas e meia.
A audiência presidida pelo titular da 1° Vara Criminal da Comarca de Erechim, Marcos Luis Agostini, iniciou por volta das 17h, com uma hora de atraso devido ao andamento de outros processos além dos advogados de defesa e acusação, o representante do Ministério Público, Gustavo Burgos de Oliveira, também ouviu os depoimentos.
Defesa
O advogado de defesa, João Cristóvan Zanin Zanella, avaliou a audiência como positiva. “Tem muita história mal contata neste processo e já podemos perceber isso nesta primeira audiência, diferente do que muitos pensam”, destacou.
Zanella destacou que duas testemunhas, que foram convocadas pela acusação faltaram à audiência, segundo ele estes depoimentos são fundamentais. “Infelizmente uma destas pessoas está internada no hospital e a outra desapareceu a terceira seria um policial que chegou após o crime, agora será necessário aguardar localização deles e uma nova audiência será marcada para ouvir eles”, destaca.
Referente às testemunhas que faltaram, Zanella disse que pretende desistir, mas as da acusação ele irá insistir pelo depoimento. “As testemunhas da defesa irei desistir, agora estas que faltaram acredito que seja fundamental o depoimento”, finalizada.
Acusação
Os advogados de acusação Cristian Roberto Perin e Gabriel Biazi, que auxiliam o trabalho de acusação do Ministério Público no processo, avaliaram audiência também de forma positiva. Segundo Perin, os depoimentos confirmaram os apontamentos feitos pela investigação realizada pela Defrec. “Podemos avaliar como positiva as falas das testemunhas, que estão confirmando que neste caso, houve o crime de homicídio triplamente qualificado”, destaca.
Perin, resalta que uma nova audiência deve ser marcada para ouvir novamente as testemunhas que não compareceram “ Acredito que no período de trinta dias, deve ocorrer uma nota audiência sobre este para ouvir as testemunhas”, finalizou.