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Saúde

Zika vírus: gestantes devem ficar atentas a medidas preventivas

Infectologista Vanderlei Madalozzo fala sobre sintomas, dúvidas e cuidados com a doença

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Infectologista Vanderlei Madalozzo
Por Unimed Erechim

Infectologista Vanderlei Madalozzo fala sobre sintomas, dúvidas e cuidados com a doença

Sintomas semelhantes, mas com intensidades diferentes. Quando o assunto é dengue, zika vírus e febre chikungunya, estar atento a todos os sinais é fundamental. A transmissão acontece pela picada do mosquito aedes aegypti e, no caso do zika vírus, acredita-se que o contágio também possa ocorrer por transfusão de sangue e relação sexual. Embora frequentemente discutidas, as doenças ainda geram muitas dúvidas, principalmente depois da relação estabelecida entre o zika e casos de microcefalia.

De acordo com o infectologista Vanderlei Madalozzo, médico cooperado da Unimed Erechim, os principais sintomas são febre, dores pelo corpo, dor de cabeça, conjuntivite e reações cutâneas. Segundo Madalozzo, o diagnóstico é clínico, por coloração ou por reação em cadeia de polimerase (PCR) no sangue ou na urina dos casos suspeitos. “Há estudos e testes de algumas vacinas, porém até o momento não estão disponíveis para uso”, explica.

Como não há medicamentos específicos para cada doença transmitida pelo aedes aegypti, o tratamento é praticamente o mesmo para as três enfermidades. Contudo, a automedicação é totalmente desaconselhada, devido aos riscos de complicações. Desta forma, ao apresentar os sintomas citados, o paciente deve procurar um médico.

Zika vírus e microcefalia

Na quarta-feira (20) um estudo realizado pelo Instituto Carlos Chagas, da Fiocruz do Paraná, revelou que o zika vírus pode atravessar a placenta durante a gestação. Mesmo assim, pesquisas sobre a relação entre o vírus e a ocorrência de microcefalia ainda estão sendo aprofundadas. De acordo com o médico, a hipótese surgiu após casos no Brasil. “A literatura, até então, não apontava para tal consequência”, enfatiza.

Como medidas de prevenção, o infectologista recomenda que as gestantes façam todas as consultas do pré-natal, exames solicitados pelos médicos, vacinas indicadas e evitem o contato com pessoas com infecções agudas.

Em relação à associação com outras doenças, a infecção pelo zika vírus também pode provocar a Síndrome de Guillain-Barré e a diminuição da acuidade auditiva, reversíveis na maioria dos casos.

“Casos podem ocorrer em qualquer lugar, desde que exista o mosquito e principalmente o vírus em questão. Se estas duas situações ocorrerem em nossa região, teremos o zika”, esclarece o infectologista.

Conforme a Vigilância em Saúde, aproximadamente 377 focos do aedes aegypti foram encontrados e eliminados em Erechim, sendo que 337 em 2015 e 40 em janeiro deste ano. Entretanto, nenhum caso de zika ou dengue autóctone foi registrado no município, até o momento.

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