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Saúde

Calendário de vacinação tem alterações

Mudanças valem para as vacinas contra meningite, pneumonia, poliomielite, além do número de doses da imunização contra HPV

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Divulgação
Por Najaska Martins - najaska@jornalbomdia.com.br

Mudanças valem para as vacinas contra meningite, pneumonia, poliomielite, além do número de doses da imunização contra HPV

Os postos de saúde estão com novo calendário de vacinação para este ano. As alterações realizadas pelo Ministério da Saúde valem para as doses de reforço para vacinas infantis contra meningite e pneumonia, além do esquema vacinal da poliomielite e o número e doses da vacina de HPV, que não será mais necessária a terceira dose. As mudanças estão valendo desde a última segunda-feira (4).

Vacina contra HPV terá apenas duas doses

Um das principias mudanças é na vacina papiloma vírus humano (HPV). O esquema vacinal passa para duas doses, sendo que a menina deve receber a segunda seis meses após a primeira, deixando de ser necessária a administração da terceira dose. Conforme o Ministério da Saúde, estudos recentes mostram que o esquema com duas doses apresenta uma resposta de anticorpos em meninas saudáveis de nove a 14 anos não inferior quando comparada com a resposta imune de mulheres de 15 a 25 anos que receberam três doses. As mulheres vivendo com HIV entre de nove a 26 anos devem continuar recebendo o esquema de três doses.

Vacinas infantis

Pneumonia: para os bebês, a principal diferença será a redução de uma dose na vacina pneumocócica 10 valente para pneumonia, que a partir de agora será aplicada em duas doses, aos dois e quatro meses, seguida de reforço preferencialmente aos 12 meses, mas poderá ser tomado até os 4 anos. Essa recomendação também foi tomada em virtude dos estudos mostrarem que o esquema de duas doses mais um reforço tem a mesma efetividade do esquema três doses mais um reforço.

Pólio:  A terceira dose da vacina contra poliomielite, administrada aos seis meses, deixa de ser oral e passa a ser injetável. A mudança é uma nova etapa para o uso exclusivo da vacina inativada (injetável) na prevenção contra a paralisia infantil, tendo em vista a proximidade da erradicação mundial da doença. 
A partir de agora, a criança recebe as três primeiras doses do esquema – aos dois, quatro e seis meses de vida – com a vacina inativada poliomielite (VIP), de forma injetável. Já a vacina oral poliomielite (VOP) continua sendo administrada como reforço aos 15 meses, quatro anos e anualmente durante a campanha nacional, para crianças de um a quatro anos.

Meningite: Também haverá mudança da vacina meningocócica C (conjugada), que protege as crianças contra meningite causada pelo meningococo C. O reforço, que anteriormente era aplicado aos 15 meses, passa a ser aplicado aos 12 meses, preferencialmente, podendo ser feito até os 4 anos. As primeiras doses da meningocócica continuam sendo realizadas aos 3 e 5 meses.

Mudança conforme contextos

A enfermeira de uma clínica de vacinas, Aguida Moreira, explica que as mudanças no calendário de vacinação são constantes em razão dos diferentes contextos da saúde no país. “O calendário é feito com base na situação epidemiológica, ou seja, quando nota-se que uma determinada situação relacionada a uma doença muda, são feitas alterações no calendário visando suprir a nova necessidade. Além disso, os estudos sobre as imunizações são frequentes, portanto temos acompanhado que seguidamente surgem novas vacinas, exigindo que o calendário sofra alterações”, explica.

Cuidados necessários

Aguida ressalta ainda a importância de se manter informado com relação às vacinas. “Em razão do grande número de vacinas que precisa ser feito, normalmente as pessoas acabam se perdendo. Portanto, é ideal que a carteira de vacinação seja vista com frequência a fim de que as imunizações sejam feitas em dia”, orienta. 

Outro alerta que a enfermeira faz está relacionado às campanhas de vacinação. “Além de promover a imunização, estas campanhas servem para regularizar as vacinas que não estão em dia. Sendo assim, sempre é bom que a população procure os postos de saúde durante estes períodos de campanha com as carteirinhas para ver se todas as vacinas estão em dia e, no caso de não estarem, regularizá-las”, completa. 

Ela ressalta ainda que é fundamental manter em dia o calendário a fim de que a imunização seja correta. “Algumas vacinas é possível utilizar depois de passado determinado prazo, no entanto, em alguns casos não, por isso é de extrema importância manter o calendário regularizado”, finaliza. 

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