Nestes primeiros dias do ano, entre as ações da Secretaria de Saúde de Erechim está a definição sobre o futuro da Unidade de Pronto Atendimento - UPA. Nesta semana, o secretário municipal, Dércio Nonemacher esteve em Porto Alegre, ocasião em que recebeu, junto a outros secretários de saúde, as novas orientações do ministro Ricardo Barros sobre os trâmites das unidades.
A expectativa é que o futuro da unidade seja definido até o mês de março e para tanto está sendo agendada uma reunião com representantes do Ministério Público com o intuito de solicitar uma ampliação do prazo referente ao Termo de Ajustamento de Conduta, assinado em 16 de maio de 2016. O documento prevê que a partir do dia 1º de junho do corrente ano, a UPA inicie o atendimento integral de 24 horas. Contudo, a partir das mudanças e flexibilizações anunciadas, cada prefeitura poderá definir as formas de trabalho que se adequam às realidades da população.
Sendo assim, o secretário de Erechim explica que a ideia inicial da administração, é que a UPA seja mantida aberta até as 22h, sem a necessidade de 24 horas, considerando a proximidade com o Hospital Santa Terezinha, o qual mantém o plantão. Outro objetivo é que os atendimentos médicos que atualmente são realizados junto à Secretaria sejam transferidos também para o setor central. "Estamos reformulando, reduzindo a máquina administrativa para colocar tudo em dia e organizando os agendamentos", afirmou.
Unidade em Erechim
Em Erechim os atendimentos na UPA iniciaram no dia 10 de março de 2016. A Unidade de Pronto Atendimento - que funciona das 7h30 às 19h30, de segunda a sexta-feira - registra em média o atendimento de 400 pessoas por dia.
A UPA oferece o atendimento intermediário entre as Unidades Básicas de Saúde (UBS´s) e o pronto socorro da Fundação Hospitalar Santa Terezinha - naquilo que tecnicamente é chamado de atenção secundária.
Comunidade apoia a unidade
A dona de casa Iolanda Assoni, de 55 anos foi consultar pela primeira vez na UPA na manhã de ontem (10). Segundo ela, os comentários que ouviu dos familiares e amigos, sempre foram positivos. "É mais ágil e prático o atendimento", salientou.
Com a mesma opinião, o representante comercial Clóvis Toniazzo, de 57 anos, comentou que é fundamental manter os serviços da unidade. "É importante oferecer um atendimento à população que mais precisa e depende de uma emergência", disse.
A jovem Paola de Lima, de 16 anos, já precisou procurar o atendimento na unidade algumas vezes e destacou que não tem reclamação, muito pelo contrário, elogiou o trabalho dos profissionais. "São mais ágeis e os médicos atendem no horário. Caso tem alguma alteração, eles nos avisam. Do mesmo modo, solicitam exames e com isso, apresentam o diagnóstico e depois receitam os medicamentos, de forma que oferecem mais segurança aos pacientes", relatou.